PIB crescerá se o Brasil diminuir a emissão de gases

Todos sabem que o país atravessa um período complicado na sua economia, e que todas as ideias para melhorar a situação são mais do que bem-vindas. Pois um estudo apresentado pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, revelou que o Brasil pode crescer mais se conseguir reduzir as emissões de GEE - gases de efeito estufa.

O estudo foi coordenado pelos professores Luiz Pinguelli Rosa e Emilio La Rovere, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostrando os resultados da pesquisa Implicações Econômicas e Sociais: Cenários de Mitigação de Gases de Efeito Estufa (IES-Brasil).

E o valor do “UP” que o PIB teria é significativo. A economia brasileira poderia gerar mais de 600 bilhões de reais que o projetado no período entre 2015 e 2030, se eliminasse os gases de efeito estufa em nosso território.

Como reduzir as emissões

O documento elaborou uma série de sugestões para diminuição dos gases:

* aumentando o uso de biocombustíveis e de investimentos no setor de transportes;

* investimento a agricultura de baixo carbono;

* incentivo ao carvão vegetal na siderurgia como alternativas para alavancar uma economia verde no país.

Evidentemente, os resultados, para se tornarem realidade, dependem da eficiência das ações e do bom humor da natureza.

“A gente colocou essa ferramenta na mão de um conjunto de pessoas do governo, das [organizações não governamentais] ONGs, do setor produtivo, centrais sindicais e, com isso, a gente teve uma discussão para formular diversos cenários. O que emerge daí [do estudo] são conhecimentos importantes para o debate sobre o futuro da economia brasileira”, afirmou Emilio La Rovere.

A metodologia apresentada no documento elabora cenários com etapas e condições de ação:

- MA1 (média ambição), exige 99 bilhões de investimentos entre os anos de 2015 e 2030;

- MA2 (alta ambição), o valor sobe para 372 bilhões, mesmo período.

Os dois cenários contemplam a elevação do PIB entre 182 bilhões (MA1) e 609 bilhões de reais no MA2. Valores acumulados entre 2015 e 2030.

“Nós trabalhamos essa questão de buscar a ciência para dialogar com o desafio que a área ambiental tem, que é expressivo, para desenvolver uma nova competência para o processo decisório de desenvolvimento. Hoje falta discutir nova governança do clima”, disse a ministra Izabella.

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