Preservativo ecológico é fonte de renda e sustentabilidade no Acre

Preservativo ecológico

Seringueiros extraem na floresta amazônica o látex usado para fabricar camisinhas ecológicas em Xapuri, Acre, em uma fábrica chamada Natex. A fábrica é a única no mundo que usa a borracha da seringueira nativa como material para a confecção de preservativos. Possui 170 funcionários e produz exclusivamente para o Ministério da Saúde 100 milhões de preservativos por ano, 1/5 da distribuição gratuita do governo.

O empreendimento é gerenciado pela Fundação de Tecnologia do Estado do Acre que trabalha pela produção de soluções tecnológicas e prioriza o uso sustentável dos recursos naturais locais, para melhorar a vida da população e contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico no Acre. A borracha, neste estado, é uma das principais fontes de renda das comunidades extrativistas e tem o objetivo de descentralizar o desenvolvimento econômico madeireiro, a grande causa do desmatamento. Para se extrair o látex não é necessário cortar a árvore, motivo pelo qual a atividade é considerada sustentável.

Os preservativos ecológicos são fabricados em um sistema integrado de produção. O látex recebido do seringueiro é centrifugado in natura para se produzir o preservativo. A Usina de Centrifugação é a única da América Latina que possui a certificação ISO 9001. A técnica é fruto de intensas pesquisas e usa os recursos naturais da floresta, respeitando o meio ambiente e oferecendo um produto natural e seguro para a saúde do usuário.

Além da camisinha, a fábrica busca soluções para a fabricação de lubrificantes naturais que possam substituir as tecnologias sintéticas, óleo de silicone, por produtos naturais da floresta, e também de um gel retardante natural para o preservativo masculino.

Este é mais um exemplo de que economia pode combinar com sustentabilidade!

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Fonte foto: preservativosnatex.com.br