A questão da energia eólica no Brasil

energia eólica no Brasil

A questão energética vem entrando na pauta das eleições presidenciais de 2014 no Brasil. Motivadas, em grande parte, pelos apagões, e pela a escassez de água em São Paulo, trata-se de uma discussão urgente e inescapável.

Por isso, a sociedade e especialistas vêm cobrando que a matriz energética brasileira se diversifique, deixando de lado os combustíveis fósseis, e passando a fazer uso de formas de energias alternativas às hidrelétricas – lembrando sempre que as opções suplementares brasileiras são a nuclear, cujos riscos dispensam apresentações, e a termelétrica, que depende de carvão, também altamente poluente.

A opção eólica

Pensando nisso, a energia eólica ascende como opção viável, para começar um amplo processo de diversificação de nossa matriz de energia. Os maiores projetos de parques eólicos brasileiros se localizam na costa marítima, englobando as regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

Tal posicionamento é justificado, segundo o especialista Eduardo Tosta, da ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – por conta do transporte, e do tipo de ventos que atinge esses locais, no território nacional.

Segundo Tosta: “A tendência é gerar uma cadeia produtiva perto de onde vai ser instalado o parque eólico, onde estão os potenciais, as regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Então, a cadeia produtiva de torres, de pás e de outros componentes de grande porte tende a se formar perto dos fabricantes que estão próximos de parques para reduzir os custos de transportes, já que não é tão fácil isso no Brasil”.

5º Brazil Windpower

Os avanços brasileiros na área da energia eólica foram apresentados no Brazil Windpower, que, em sua quinta edição, levantou discussões e apresentação de projetos do setor. No evento, foi mapeada a cadeira produtiva da energia eólica no país.

A conclusão foi a que é necessário que o setor industrial e a política energética caminhem lado a lado, para que tanto os fornecedores de equipamentos, quanto os contratos de prazo longo sejam estabelecidos, culminando em uma modificação na própria metodologia criada para a aquisição da energia.

Potencial inexplorado

Metade do setor apresenta ociosidade. Para Tosta: “Existe hoje uma ociosidade. Em alguns setores existe a sobrecapacidade, mas em outros, nós visitamos fornecedores que disseram que hoje não há pedidos suficientes. Este tipo de ajuste é feito pelo próprio mercado”.

Com o aumento da geração de energia através dos ventos, o setor deve se fortalecer, e começar a responder melhor às necessidades do mercado.

O futuro da energia eólica

Em uma década, estima-se que a energia eólica deva responder por 11% de toda a matriz energética do Brasil. Os investimentos em 2014, na área, somam R$ 15 bilhões. E há intenção de manter o ritmo de aporte financeiro.

Fonte foto: freeimages.com