Não faltam terras para produção de bioenergia

Não faltam terras para produção de bioenergia

Uma grande preocupação no mundo é referente a produção de energia. Pois um estudo coordenado por cientistas brasileiros, criando o Relatório Mundial sobre Bioenergia e Sustentabilidade, mostrou que não há falta de terras para produção de bioenergia no mundo.

Realizado por 137 pesquisadores de 34 países diferentes, o relatório também revela que a expansão de áreas destinadas à fontes de energia renováveis não coloca em risco a produção de alimentos, como foi dito no surgimento do etanol, muito pelo contrário, a produção de bioenergia pode até ajudar no desenvolvimento da agricultura.

O relatório foi lançado no dia 11 de junho, e foi coordenado por cientistas ligados aos programas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), teve apoio da própria fundação e do Comitê Científico para Problemas do Ambiente (Scope, na sigla em inglês), Agência intergovernamental responsável pela iniciativa, associada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), sendo esta a primeira vez que o Brasil teve a chance de coordenar as ações de pesquisa após 72 edições já realizadas.

E, como não poderia deixar de ser, os continentes com mais opções para o desenvolvimento da bioenergia, são a África e América do Sul. Os dois continentes são as principais provas de que existe terra suficiente no mundo inteiro para a produção de energia proveniente de uma matriz sustentável.

“O Brasil tem um papel enorme para produção de biomassa, e é uma grande oportunidade para a gente. Temos que desenvolver aqui as tecnologias para modificar a biomassa, para que ela possa gerar todos esses produtos de uma maneira sustentável”, destacou Glaucia.

O relatório também afirma que, essa contribuição pode chegar a ser um quarto da energia utilizada no mundo em 2050, disse a coordenadora-geral da pesquisa, Glaucia Mendes Souza, da Fapesp. Hoje, a participação da bioenergia é de aproximadamente 10% na matriz energética mundial.

Com isso, o estudo acaba com a “preocupação” de alguns países sobre o fato de que matrizes sustentáveis pudessem pôr em risco a produção de alimentos (como se não soubéssemos que o interesse deles é evitar que surjam matrizes energéticas para substituir o petróleo e outras não-renováveis) de uma vez por todas.

Glaucia Mendes até afirma, categoricamente, qual é grande problema da fome mundial: “O maior problema da fome é a falta de dinheiro para comprar comida. Não é falta de comida”.

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Fonte foto: whybioenergy.com