Enchente: cheia histórica no Rio Acre 

cheia histórica no Rio Acre 

A cheia do Rio Acre chegou hoje aos 18,40 metros. Devido as chuvas fora do normal na região, deixaram a cidade de Rio Branco, capital do Estado Acre, e Brasileia, com mais de 50 bairros atingidos. Cerca de 9,2 mil pessoas desabrigadas e mais de 86 mil habitantes afetados diretamente pelas cheias.

Este é o cenário atual do pior desastre do estado, que decretou estado de calamidade pública no dia 1º de março, mas somente agora, depois de análise obrigatória dos profissionais da União, o Governo Federal por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), reconhece a situação e acatará o decreto, na prática, a partir de hoje, 5 de março.

Isso significa que as ações de resposta podem ser feitas com maior rapidez e menos burocracia. O reconhecimento será publicado no Diário Oficial na manhã de hoje e a primeira atitude virá do Ministério da Defesa, que prometeu ao governador Tião Viana o envio de mais de 300 homens do Exército Brasileiro para apoiar a população durante a crise, além de 30 embarações vindas de Humaitá, no Amazonas. Atualmente já estão atuando na área 350 homens do Exército Nacional que receberão este importante reforço do Governo Federal.

A operação para ajudar os habitantes da cidade e região conta com 30 abrigos, comunitários e públicos, foram criados e devidamente preparados para receber as vítimas das enchentes.

Outros municípios se encontram em estado de emergência por conta da cheia do Rio Acre: Assis Brasil, Xapuri e Epitaciolância.

No Acre os estragos já foram imensos. Três pontes e seis ruas foram interditadas na região do Centro da Cidade de Rio Branco. Informações da Eletrobras Distribuição Acre afirmam que 20.629 edificações tiveram a energia elétrica cortada. Todas as aulas foram suspensas sem previsão alguma de retorno e a paralisação nas repartições públicas até o próximo dia 6 de março.

As águas também invadiram a Estação de Tratamento de Água (ETA II), no bairro Sobral, o que obrigou ao Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa) na tentativa de evitar que a água alcance o sistema de captação, que ocorrerá se a cheia atingir os 18,50 metros, obrigando o desligamento da estação.

E não há previsão de baixa no Rio Acre, pelo contrário. Na quarta choveu forte em Rio Branco, resultando no alagamento de várias ruas e no transbordamento do Canal da Maternidade, piorando ainda mais a situação.

E, de acordo com o site especializado em previsões climáticas, Climatempo, a chuva vai continuar pelos próximos dias. Nos dias 5 e 6 há previsão que chova 20 milímetros em cada dia e máximo de 6 milímetros nos dias 7 e 8 de março.

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Fonte foto: agenciabrasil.ebc.com.br