Desafios de um empresário no Brasil: crise hídrica e apagões

crise hídrica e apagões

Impostos, burocracia, concorrência... são muitos os desafios de um empresário no Brasil. E a lista de dificuldades ganhou reforços de peso, com a escassez de água e de energia em determinados pontos das principais cidades brasileiras, principalmente São Paulo.

Tudo isso tem preocupado enormemente os empresários e afetado o faturamento de seus negócios, levando-os a ficar realmente apavorados. Organizações de comerciantes, como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Abrasel-SP – já buscava chamar atenção para a questão da falta de água, sem sucesso. Com a falta de gestão séria para a crise, as críticas ao poder público só fizeram aumentar.

A falta de luz que tem ocorrido com frequência também é um duro golpe nos comerciantes, que não sabem como se organizar para seu dia de trabalho, além de obter prejuízos significativos.

Bem, já que o poder público não tem tido atuação satisfatória, os próprios empresários criam estratégias para a economia de água e energia, tais como o uso de pano, e não de lavagem direta do espaço físico, uso de máquinas de lavagem que usam menos água, reaproveitamento da água, máquina de café em cápsulas, entre outros.

A indústria, sobretudo a de setores que demandam alto uso de água, como a de cosméticos e a alimentícia, também têm precisado ser criativa no que tange à utilização do recurso natural. Se a água afeta alguns setores, a crise de energia consegue o feito de prejudicar toda a produção nacional; afinal, sem eletricidade, não há funcionamento de um parque industrial, qualquer que seja a área.

Instituições como a FecomercioSP, que ainda é cautelosa ao analisar os quadros da crise hídrica e apagões, criou uma cartilha a fim de orientar os empresários a utilizar melhor a água e a energia.

Todos estão vendo que o crescimento econômico deve passar pela questão fundamental que é o uso dos recursos naturais. Pelo menos no que se refere à São Paulo, a nomeação de Patrícia Faga Iglecias Lemos como Secretária do Meio Ambiente, já sinaliza que este estado, ao menos, está levando o problema a sério. Porém há muito trabalho a ser feito e todos esperam pelos resultados que, em matéria ambiental, podem demorar um pouco, enquanto as ações que poderiam evitar o colapso, deveriam ter sido tomadas ontem.

E assim vamos...esperando que o pior não aconteça.

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Fonte foto: freeimages.com