Japão anuncia o reinício de seu programa de pesquisa com baleias

Japão reinícia seu programa de pesquisa com baleias

Japão divulgou a retomada de seu programa científico de estudos sobre baleias em 2015, como uma resposta à nova resolução encampada pela IWC – Comissão Baleeira Internacional – que estabeleceu um marco regulatório mais rigoroso em relação à pesquisa baleeira científica.

O Japão havia sido suspeito de que seus programas de pesquisa não eram, na verdade, científicos, mas sim, eram experimentações que mascaravam até mesmo atitudes predatórias em relação aos mamíferos.

As novas diretrizes estabeleceram critérios que irão fiscalizar se o programa precisa de amostras mortas de baleias para extrair informações, quantas espécies cada programa precisará recolher e se o número estimado se justifica.

Com isso, o Japão apresentou, em recente reunião com o IWC, sua disposição em reposicionar seu programa científico, de modo a promover uma adequação às “leis internacionais e evidências de cunho científico”. Comprometeram-se, inclusive, em apresentar previamente cada deliberação nacional sobre o tema, para a aprovação da Comissão.

O país terá de apresentar um plano ao comitê, ainda esse ano, adiando o começo de suas pesquisas para 2016.

Uma brecha na determinação anterior da IWC, datada de 1986, que proibia a pesca comercial de baleias, autorizava a coleta de espécies de baleias mortas, para estudos científicos. Os japoneses se beneficiavam dessa prerrogativa até muito recentemente.

Islândia e Noruega ainda promovem a pesca comercial de baleias, mas estes países fazem a atividade dentro de seu limite de águas, consideradas zonas econômicas exclusivas. Já no caso japonês, há a pesca em águas internacionais; daí o mal-estar gerado.

Groelândia e EUA apenas fazem a pesca com finalidade de sobrevivência de grupos indígenas. Isso é permitido pela IWC, embora também deva ser fiscalizado.

Fonte foto: earthtimes.org