A linda história de amizade entre um homem e uma raposa selvagem

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Bruno-Gilles Liebgott e Fifine

Amizades entre o ser humano e o cachorro são conhecidas de todos, até por aqueles que nunca tiveram um. Mas nós, também, construímos relações afetivas com outros animais, até mesmo com os mais selvagens. Uma amizade improvável acabou surgindo, por exemplo, entre um homem e uma raposa.

O fotógrafo da vida selvagem Bruno-Gilles Liebgott e Fifine, a raposa denominada por ele, começaram uma amizade após a mãe dela ser morta por um caçador, em 2018, informa o site francês L'est Républicain. "Quinze minutos antes, eu a fotografei com seus dois pequeninos", lembra o fotógrafo. No mês seguinte, Liebgott continuou seu trabalho e, diariamente, passou a ver Fifine e seu irmão, que foram adotados por outro casal de raposas. Com o passar dos dias, a jovem raposa se aproximou cada vez mais de seu posto de observação, até que ela cheirou o seu equipamento.

"E então um dia, ela deu a volta na cerca onde eu estava escondido", lembra-se ele, "e ela se aproximou de mim, cada vez mais perto. Ela até adormeceu a dois metros de mim".

Desde então, os dois amigos são vistos quase diariamente. É suficiente para o fotógrafo ir ao seu local de encontro, em algum lugar nas alturas de Maidières, e chamar a jovem raposa para ela chegar em dois minutos. Se ele se senta, ela fica ao seu lado; se ele sai, ela o segue.

"Eu sempre amei animais, e uma raposa me oferece sua amizade. Quando ela olha para mim, há muita doçura em seus olhos, nunca o menor traço de agressividade", relata Liebgott.

Em troca, o maior sinal de amizade que um homem pode dar a uma raposa é nunca tentar pegá-la ou tocá-la.

"O que é mais fascinante é que ela me oferece essa proximidade, essas incríveis trocas, permanecendo um animal selvagem. Quando o anoitecer chega, é hora da caçada e ela retoma sua vida normal ", explica.

O fotógrafo sai do seu lado, aterrorizado com o fato de que Fifine um dia sofrerá o mesmo destino de sua mãe:

"Espero que nenhum caçador a mate, ou o pequeno filhote que ela acabou de ter. Eu falo com os caçadores locais, tenho certeza de convencê-los. Eu também converso com os caminhantes que nos veem juntos. Mas nós deveríamos realmente banir a caçada às raposas. Elas são animais fantásticos e muito, muito úteis na natureza. Já era hora de os homens, que estão fazendo tanto pela destruição do planeta, fazer campanha pela paz das raposas."

A caçada a qualquer animal deveria ser ilegal. Todos nós somos parte de um mesmo planeta e devemos viver em harmonia com todos os seres que o habitam.

Essa amizade bem que lembrou a história do pequeno príncipe, não é?

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