Ciência desvenda genética do salmão. Isso é bom para quem?

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código genético do Salmão do Atlântico

Cientistas chilenos, noruegueses e canadenses, anunciaram que o código genético do Salmão do Atlântico fora totalmente decifrado. O que você tem a ver com isso?

Conclusões do estudo sobre o Salmão

Segundo a opinião dos estudiosos, agora será totalmente possível a proteção da saúde deste peixe, que terá seu sistema imunológico fortalecido – essa é uma das espécies com saúde mais frágil – mais susceptível a ataques de vírus, como o da Anemia Infecciosa do Salmão (ISA). Com isso, a distribuição e o consumo do salmão poderão ser maiores.

Salmão a peso de ouro

É importante ressaltar que o Salmão do Atlântico é extremamente valorizado. Para se ter uma ideia, só em 2013 foram criados, no Chile, 400 mil toneladas do peixe, que arrecadaram cerca de US$ 1.3 bilhão – cerca de R$ 3 bilhões.

Qual é o preço da vida animal?

Na natureza, o salmão percorre uma verdadeira epopeia para completar seu ciclo de vida. Nascido em rios e lagos de água doce, o peixe passa a maior parte de sua vida adulta no oceano, até o momento de sua reprodução. Por conta de um mecanismo singular, salmões viajam dezenas de milhares de quilômetros, se necessário, e nadam correnteza acima para voltar ao local de seu nascimento, onde desovarão. Infelizmente, muitos morrem no percurso.

Em cativeiro, buscam-se maneiras de simular essas condições do habitat natural do salmão. Após a fertilização in vitro, os peixes passam sua “juventude” em água doce, sendo depois levados para o mar, onde são criados em tanques-rede (espécie de gaiolas flutuantes onde os salmões são isolados de seus predadores naturais). Os peixes são alimentados com ração até chegar ao tamanho adequado, quando são removidos e encaminhados para o abate.

O consumo do salmão e o desequilíbrio ambiental

Como se não bastasse todo o agressivo processo de separação de seu ambiente natural, há uma outra questão que envolve a pesca intensa desse peixe. A Food and Agriculture Organization (FAO), da ONU sugere que a exploração da pesca busque mais diversidade de espécies e de práticas de criação.

Isso é posto em razão do seguinte fato: apenas dez espécies são responsáveis por cerca de 24% da pesca mundial, sendo que a maioria, é super-explorada, ou está próxima de seu limite de existência.

Por todas essas razões, devemos refletir: a descoberta é benéfica ao equilíbrio ambiental? Tire suas próprias conclusões!

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