Corpo humano sintético pode ser solução para o fim de testes em animais

Corpo humano sintético

Uma notícia vem para surpreender os defensores de direitos dos animais. Diversos cientistas divulgaram, nos Estados Unidos, que estão em estágio avançado de um protótipo capaz de reproduzir artificialmente detalhes do corpo humano, a fim de realização de testes em laboratório, que atualmente são realizados em animais.

Conhecido pela sigla Athena – Advanced Tissue-engineered Human Ectypal Network Analyzer, ou Reprodução Avançada de Tecido Humano em Rede de Análise, em livre tradução para o português – o modelo é formado por: coração, pulmão, rim e fígado sintéticos, que, apesar de diminutos – suas medidas se aproximam às de uma tela touchscreen de smartphone – podem reproduzir as funções orgânicas.

O sonho dos cientistas é evoluir esse protótipo, chegando a um modelo ainda mais completo e complexo, com ligações de vasos sanguíneos e revestimento em tecido orgânico, o mais próximo de uma pessoa possível, ou seja, ainda distante desse experimento atual, no qual os órgãos ainda são sintéticos.

E assim, será um importante passo para que, definitivamente, deixem de ocorrer os testes em animais.

Enquanto isso... no Brasil, foi apresentado um pedido, de autoria da ONG HSI – Humane Society International –, para que os testes cosméticos em animais fossem eliminados. Como resposta, no último dia 20 de março de 2014, uma reunião do Concea – Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, que é ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – negou o pedido. Com isso, nosso país vai na contramão da União Europeia, dos EUA, da Nova Zelândia , da Índia e de Israel, que já aboliram esse tipo de política de testagem.

Segundo a Comissão, ainda é prematuro tomar essa atitude no país, haja vista a dificuldade de obtenção de métodos alternativos e, alguns pesquisadores, alegam ser muito difícil buscar outros meios de teste.

Um dos argumentos mais fortes contra a proposta da ONG é o fato de que, no Brasil, é proibido comercializar tecidos humanos – que poderiam ser utilizados em testes. Além disso, a burocracia da alfândega do país é um grande entrave, uma vez que a pele artificial, que poderia ser adquirida, tem uma vida útil de somente uma semana, após isso, fica inutilizada. Portanto, com a demora de liberação de itens na alfândega, o risco é de que tal material ficasse deteriorado, antes mesmo de chegar às mãos do comprador.

Embora o cenário nacional ainda seja obscuro, a Câmara de Deputados de São Paulo já determinou a suspensão de testes cosméticos em animais.

Esperamos que outras unidades da federação sigam o exemplo dos paulistas!

Fonte foto: Stock.Xchng