Uso de marfim na China pode extinguir existência de elefantes na África

Uso de marfim na China

Na China, os enfeites que chamam atenção para a beleza do marfim que é utilizado em suas confecções vêm com um preço: o do sangue de elefantes da África. Tal matança desenfreada dos animais, por conta de um obscuro mercado à base desse tipo de objeto precioso está fora de controle e pode levar à extinção desses majestosos animais em pouco tempo.

A liberdade dos elefantes tem durado tão somente uma geração, até serem levados para cativeiro ou, simplesmente, abatidos para a retirada do marfim.

O maior mercado desse material são justamente as lojas de luxo da China e sua escalada é ascendente - o número de lojas de marfim registradas passou de 31 para 145 até o ano passado, enquanto o número de fábricas de transformação do marfim passou de nove a 37.

Outro dado que nos ajuda a chegar a tal conclusão, vem de um relatório apresentado pelas entidades ambientalistas internacionais Save The Elephants e The Aspinall Foundation. Entre os pontos mais alarmantes do documento está o dado de que mais de 100 mil elefantes africanos foram mortos entre os anos de 2010 e 2012.

O preço também disparou, chegando a crescer 300% desde 2010, levando comerciantes a buscar cada vez mais marfim para vender e assim fazer verdadeiras fortunas, às custas do sacrifício e do sofrimento animal.

Não só os elefantes como também rinocerontes têm sido grandes vítimas do crescimento do comércio internacional.

A motivação de tamanho interesse em torno do marfim é também diversa. Para alguns, a questão é a decoração de um ambiente, para outros propriedades medicinais.

Os pesquisadores das duas organizações não governamentais visitaram dezenas de lojas e fábricas na China, o principal centro de transformação de marfim. Segundo este documento, o número de lojas de marfim registradas passou de 31 em 2014 a 145 no ano passado, enquanto o número de fábricas de transformação do marfim passou de nove a 37 no mesmo período. A venda ilegal de marfim em lojas sem licença progrediu ao mesmo ritmo.

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Fonte foto: freeimages.com