A descoberta de marmota pré-histórica muda história de mamíferos na Terra

marmota pré-histórica muda história de mamíferos na Terra

A revista Nature aponta que há 66 milhões de anos, um animal, que em muito se parece com o que conhecemos hoje como marmota, viveu na Terra, em pleno tempo dos dinossauros. Você sabia que esse simples fato pode marcar uma grande mudança a respeito de tudo o que conhecemos sobre os mamíferos?

O maior mamífero primitivo, sim, porque o Vintana sertichi é, a partir da descoberta, o maior mamífero do hemisfério sul conhecido, e que viveu na Era Mezozoica, pesando 9 kg.

O crânio do animal, com 13 cm, foi achado ocasionalmente, em um bloco de arenito, localizado em Madagascar, na África, e transferido para um laboratório em Nova York, nos EUA.

A mudança de perspectiva evolutiva

Parece pouco, mas o peso de Vintana sertichi superava o peso de todos os outros mamíferos do mesmo período; por não serem maiores que um camundongo.

A Vintana tinha quase o dobro do tamanho de uma marmota, como conhecida na atualidade – que tem entre 30 e 60 cm de comprimento. Seus dentes eram particularmente poderosos, com incisos parecidos aos de ratos e molares que não se desgastavam. Aparentemente era um animal de hábitos vegetarianos e seus olhos grandes deveriam permiti-lo enxergar mesmo sob condições de pouca luminosidade. E sua audição também parecia superar inclusive a humana, pelo tamanho e formato das orelhas. Seu olfato parece ser apurado, devido à cavidade nasal também avantajada.

A grande questão é: com a existência desse animal, fica mais claro o seguinte fato evolutivo: os mamíferos, que dominaram o planeta após os dinossauros, começaram a evoluir milhões de anos antes do que a ciência registrou até hoje. A ordem desses mamíferos que vêm sendo descobertos na era primitiva é conhecida como Gondwanatheria, que recebem esse nome por viver no supercontinente chamado Gondwana. Esses animais têm sido estudados há somente 3 décadas pela ciência e vêm redefinindo toda a árvore genealógica dos mamíferos.

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Fonte foto: nsf.gov