À espera dos dados oficiais sobre o aumento do desmatamento na Amazônia

dados oficiais sobre o aumento do desmatamento na Amazônia

O governo federal tem retardado a divulgação de seus dados oficiais ligados ao desmatamento referente ao DETER – Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real – que normalmente são divulgadas, mensalmente, entre maio até outubro, pelo fato de haver menos nuvens nos céus, propiciando um melhor rastreamento via satélite.

Embora haja dados que mostram o atual crescente desmatamento, aguarda-se a liberação dessa parte dos dados oficiais, que se relacionam intimamente aos levantamentos do próprio IBAMA, já que o DETER serve para a fiscalização. O aumento em 2013 teria sido de 29%.

As notícias recentes, no que tange ao meio ambiente, são unânimes em afirmar que novos métodos precisam ser desenvolvidos, a fim de que haja um controle mais severo sobre o desmatamento e a degradação florestal. Inclusive ONGs ambientalistas é que têm feito um importante papel de perseguir os responsáveis por danos feitos à floresta.

Trabalhos internacionais, como o dos pesquisadores do Instituto do Meio Ambiental de Estocolmo, chefiado por Javier Godar e Toby Gardner aponta que o desmatamento amazônico está mais complexo e ficando difícil de controlar e detectar – o que também atrapalha a própria fiscalização. Em linhas gerais, o que defendia a floresta até 2012 não parece estar mais surtindo efeito e até mesmo a situação econômica de pequenos proprietários de terras – que geralmente conservam melhor suas terras e as florestas vizinhas –, aparentemente está se deteriorando.

Em contrapartida, a questão é justamente complexa no que tange aos focos menores de desmatamento, por serem de identificação mais difusa. Outra questão é a de que o desmatamento vem caindo mais aceleradamente em grandes propriedades, em comparação com os pequenos terrenos.

Por isso, é importantíssimo uma mudança nesses processos de acompanhamento e de levantamento de dados relativos ao desmatamento. Então, as políticas deverão ser diversificadas, a fim de fazer uma diferente abordagem de grandes áreas e de pequenas propriedades, das terras do governo, das áreas públicas, locais com obras,entre outros pontos de distinção. Quanto mais esse trabalho for refinado, melhor será o rastreamento.

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Fonte foto: umt.edu