Mais comida para todos e menos aquecimento global com a dieta vegana, alerta ONU

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dieta vegana

Reduzir o consumo de carne e usar a terra de uma maneira mais eficiente, preservando os solos e recorrendo a formas alternativas de plantio: essas ações podem colaborar de maneira decisiva para o meio ambiente, afirmam 107 cientistas do Painel Intergovernamental da ONU para a Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês).

Em relatório que acaba de ser divulgado, eles recomendam ações para lidar com a crise ambiental, como informou hoje, o analista Roger Harrabin, da BBC.

Os cientistas não pedem explicitamente que todos se tornem vegetarianos ou veganos, mas o documento aponta que o alto consumo de carne e laticínios no Ocidente é o combustível do aquecimento global. Além disso, uma mudança nos hábitos impactaria positivamente na segurança alimentar, pois mais pessoas poderiam ser alimentadas com menos terra se houvesse redução no consumo de carne.

"Não estamos dizendo às pessoas para parar de comer carne. Em alguns lugares, as pessoas não têm outra escolha. Mas é óbvio que no Ocidente estamos comendo demais", disse à BBC Pete Smith, cientista ambiental da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido.

Como lembra Harrabin, é possível compreender claramente como as alterações climáticas podem interferir na produção de alimentos, uma vez que mudanças nos ciclos das chuvas, dos ventos e desertificação prejudicam as colheitas. No entanto, trata-se de uma via de mão dupla: a produção de alimentos também interfere nos eventos climáticos. A criação de gado contribui para o aquecimento global não só devido à liberação na atmosfera de gás metano produzido pelos animais, mas também por conta do desmatamento para expandir pastagens.

No estudo, os especialistas fizeram também recomendações em relação ao uso mais eficiente dos solos como forma de combater a desertificação, incluindo sugestões de plantio mais diversificadas e integradas aos ecossistemas, como a agrofloresta.

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