Desastres naturais desabrigam mais que guerras

Desastres naturais

Desastres naturais já refugiaram o triplo de pessoas, em comparação com guerras, em 2013 - e 2013 foi um ano especialmente violento – contudo, nada supera as mais de 22 milhões de pessoas tendo de deixar seus lares, em razão de furacões, enchentes e outras tragédias naturais.

Essas afirmações decorrem de um estudo, feito pelo Norwegian Refugee Council, com sede em Oslo, Noruega, o qual aponta ainda que o dobro de pessoas perdem suas casas, em comparação ao que havia na década de 1970. Além disso, mais e mais pessoas, a cada ano, se encontram em locais de risco.

O secretário da organização norueguesa, Jan Egeland afirma que a combinação de desastres naturais em grande escala e centenas de questões ambientais menores acabam deslocando porções massivas de população, em mais países, do que o que acontece em locais que sofrem com conflitos bélicos.

Sua expectativa é a de que esse levantamento possa influenciar no encontro extraordinário da ONU para tratar a questão do clima, neste mês, em Nova York.

Como o horizonte não aponta para nenhum tipo de reversão desse cenário, a tendência é que haja 10 vezes o número de pessoas desabrigadas, devido a desastres naturais, em alguns anos. No período entre os anos de 2000 e 2009, a média indica que 27 milhões de pessoas perdiam a moradia, a cada ano. Apenas em 2010, o número já subiu para 42 milhões de pessoas.

Além disso, é comum que a mídia internacional apenas lance luzes sobre grandiosos desastres naturais, como o tufão nas Filipinas, tsunamis e outros, mas perdem-se de vista as pequenas ocorrências, como enchentes de menor porte, que também provocam desabrigados e refugiados.

Os especialistas reconhecem que houve avanços nas técnicas de proteção da vida humana, como alarmes e outros tipos de tecnologias que alertam as pessoas para quando há risco de algum desastre natural – em Bangladesh, na Índia, há sistemas de alarme e outros – mas ainda não tem sido possível salvar os bens das pessoas, como suas casas.

Como o risco de piora do quadro climático planetário só se aprofunda, essas medidas se fazem urgentes.

Leia também: As “atlântidas”do século XXI. Aquecimento global e nível das águas

Fonte foto: nrc.no