Perda de gelo polar tem sido mais acelerada que o previsto

Perda de gelo polar

Embora os efeitos do aquecimento global sejam percebidos há algum tempo, e apontados por cientistas, ambientalistas e outros estudiosos, o processo parece estar se agravando a um ritmo imprevisto por esses analistas.

Alerta vermelho

Prova disso é o ritmo acelerado que as duas maiores camadas glaciais da superfície da Terra estejam perdendo suas massas de gelo. Esses locais, Groenlândia e Antártida, tem perdido uma média de 500 km cúbicos a cada ano – sendo 125 km3 da Antártida e 375 km3 da Groenlândia –, segundo um rastreamento da sonda CryoSat-2, de criação europeia. Esse instrumento já faz essa coleta de dados desde 2010, para a União Europeia.

Como é feito o cálculo

Para que se chegasse a tal percepção, foram utilizados 200 milhões de pontos de apoio de dados na Antártida, além de outros 14.3 milhões na região da Groenlândia. A medição, portanto, é feita por meio de um altímetro tecnologicamente avançado e preciso, capaz de emitir pulsos de radar curtos na zona superficial do gelo. Com o tempo de trajeto da onda, se pode perceber a altura do gelo, que está abaixo da sonda.

Desde que os estudos começaram, na década de 1990, o ritmo de derretimento polar não tem sido tão intenso. No caso de uma das principais geleiras da Groenlândia, Jakobshavn, tem havido a maior perda de gelo.

É incrível reparar que, mesmo com tantas evidências e provas científicas, ainda exista quem negue a ocorrência do processo de mudanças climáticas, precipitado pelo aquecimento global. Muitas dessas pessoas sustentavam a opinião de que o que estava sendo perdido na área do Ártico, se compensava, via um aumento de gelo na Antártida. Este experimento, publicado no jornal britânico The Guardian, quebra tal teoria e mais: ainda expõe que o ritmo de perda de massa de gelo da Antártida é muitas vezes superior que a média do planeta.

Foto: Gioia Riccioni