Estudo alerta sobre a necessidade de ações rápidas para salvar os oceanos

ações rápidas para salvar os oceanos

Nossos oceanos estão em constante ameaça, devido às contaminações e sobrepesca. O que ocorre em alto mar pode causar um impacto significativo sobre todo o meio ambiente.

Visando salvar os mares, a Global Ocean Commission – formada em 2013 por ex-chefes de estados e líderes empresariais – ofereceu propostas para a saúde dos oceanos em um relatório, intitulado “Do declínio à recuperação: um plano de salvação para os oceanos do mundo”, publicado pela Comissão com o objetivo de mostrar a necessidade de medidas urgentes para avançar em direção a um ciclo de recuperação e regeneração.

Oito propostas globais são apresentadas para salvar o alto-mar, entre elas:

* redução do uso de materiais plásticos;

* restrição da pesca em alto-mar;

* implantação de regulamentações estritas para a exploração de petróleo e gás, peças chaves para este plano de resgate;

* limitação das subvenções governamentais à pesca em alto-mar, que inviabiliza financeiramente a prática, visando acabar com a pesca. Esta recomendação afeta principalmente os Estados Unidos, a União Europeia, a China e o Japão;

A comissão expressou que a falta de jurisdição sobre as águas do alto-mar – área fora das zonas costeiras nacionais e que constituem cerca de 64% da superfície total dos oceanos – é um grande problema e pediu a negociação de um novo acordo sob os termos da Convenção das Leis do Mar das Nações Unidas (UNCLOS).

A comissão alertou ainda, que para salvar os mares é necessário que atitudes sejam tomadas em menos de 5 anos. Segundo José Maria Figueres, co-presidente da Comissão e ex-presidente da Costa Rica, se o cenário não mudar dentro de cinco anos, as comunidades internacionais deverão considerar o alto mar como uma zona de degeneração, até que seu estado seja restaurado.

Em cooperação aos esforços globais para proteger os mares, o presidente Barak Obama anunciou na semana passada, planos para criar o maior santuário marinho do mundo. A iniciativa irá proteger grande parte do Oceano Pacífico do excesso de pesca, exploração de energia e poluição. Apesar do esforço de Obama, o ex-ministro britânico das Relações Exteriores e co-presidente da Comissão, David Miliband, relembra “O alto-mar pertence a todos. Sabemos o que é preciso fazer, mas não podemos fazer isto sozinhos. Uma missão conjunta deve ser nossa prioridade”.

Fonte foto: fastcompany.com