MPs de Temer Derrubam Matas e Favorecem Garimpo, Grilagem e Madeira Ilegal

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As MPs - Medidas Provisórias do atual governo (Temer, 2017) alteram, para menos, os limites territoriais de cinco Unidades de Conservação (UCs) no sudoeste do Pará, na região da rodovia BR-163, justamente onde já ocorrem os maiores índices de desmatamento na Amazônia.

Os detalhes desta situação catastrófica para a preservação das matas, ecossistemas e vida estão detalhadas na Nota Técnica do ISA com mapas explicativos, para cada uma das MPs em questão (756/2016 e 758/2016).

Caso estas duas MPs sejam aprovadas, afirma o ISA que, claramente beneficiarão “latifundiários, garimpeiros, madeireiros ilegais e, provavelmente, grileiros de terras, ao contrário do que alegam o governo e parlamentares ruralistas”.

Se você tiver dúvidas, aproveite para analisar, mapa a mapa, MP a MP, as significativas e evidentes perdas territoriais que sofrerão as UCs no Pará.

Estamos mais do que “em cima da hora” de tomarmos posição ativa sobre o assunto, não é verdade?

As duas MPs em votação no Congresso agem diretamente sobre a região onde mais ocorrem desmatamentos atualmente, o que demonstra, é evidente, uma zona de alta pressão mercadológica, interesses pesados que nada têm a ver com a proteção das florestas amazônicas.

Com a aplicação destas MPs, estarão “em risco quase 1,2 milhão de hectares de florestas que estavam protegidas e que, com sua edição, em grande parte ficaram desprotegidas na prática. Isso acontece porque a maioria desse território deixará de ser Floresta Nacional ou Parque Nacional, por exemplo, para tornar-se Área de Proteção Ambiental (APA), tipo de UC que permite a mineração, corte raso da vegetação e até a presença de propriedades privadas”.

O que está em jogo é, como já dissemos em outros momentos: o esquartejamento da Amazônia, a liberação do crime organizado, o genocídio indígena, a mudança de domínio das áreas de preservação, a instalação de projetos ambientalmente perigosos como a mineração de ouro no Tapajós.

Estes são os motivos da bancada ruralista para a aprovação destas MPs que se escondem atrás do argumentos da regularização de áreas de propriedade privada (que, engraçado, já estão superpostas a áreas de preservação declaradas em lei).

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