Relatório indica recorde de calor e de derretimento de gelo no Ártico

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Recorde de calor no Ártico

Não somos apenas nós, aqui no Brasil, que sentimos os efeitos do calor excessivo no verão. Aliás, o calor que nós sentimos aqui é devido ao aquecimento global, que afeta todo o planeta, inclusive, em uma de suas regiões mais frias, o Ártico.

Em 2015, o Ártico atingiu a maior temperatura registrada, por causa de um ar quente que causou o derretimento de gelo e de neve, além de ter ocorrido um congelamento tardio no outono, segundo informado pela UOL.

A constatação, feita por 61 cientistas de todo o mundo, foi publicada em um relatório no Arctic Report Card 2016 e emitida pela Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

O período avaliado pelo relatório vai de outubro de 2015 a setembro de 2016, quando "a temperatura média anual do ar no Ártico sobre a superfície terrestre foi a mais alta do registro observacional".

De acordo com Jeremy Mathis, diretor do Programa de Pesquisa do Ártico da NOAA, esse sinal de aquecimento persistente e seus efeitos sobre o meio ambiente no Ártico é extremamente raro.

A gravidade do aquecimento no Ártico

Os efeitos do aquecimento global no Ártico ocorrem duas vezes mais rápido do que no restante do planeta. As razões para isso são a queima de combustíveis fósseis, que contribui para a liberação de gases de efeito estufa, e o El Niño, que acabou no meio do ano.

Em relação a 1900, a temperatura anual do ar sobre a superfície terrestre do Ártico foi 3,5°C maior em 2015.

Na Groenlândia, o gelo diminuiu e perdeu massa, tendência que vem sendo registrada desde 2002, ano em que se iniciaram as medições por satélite.

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E tem gente que ainda acredita que o aquecimento global não existe!

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