Greenpeace divulga documentos sobre acordo comercial entre EUA e União Europeia

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O Greenpeace divulgou hoje (2) mais de 200 documentos confidenciais sobre negociações entre Estados Unidos e Europa acerca do Acordo de Livre Comércio e Investimento (TTIP).

Segundo a Agência Brasil, as 248 páginas do documento contêm dados que ameaçam a saúde pública, o meio ambiente e o clima quando falam sobre agricultura, negócios do setor industrial e comunicações eletrônicas.

O Greenpeace tornou público o documento revelando como funciona a regulação sobre produtos e serviços, a nova política de rótulos, as políticas de concorrência, etc.

A organização ambiental afirma que 14 páginas do documento não se destinavam à exibição pública porque dizem respeito sobre uma discordância entre Estados Unidos e União Europeia, o que demonstra como o setor privado atua nas negociações do Acordo de Livre Comércio e Investimento.

O Greenpeace afirma que o documento não faz referência à preservação de recursos naturais. Isso sugere que os dois lados colocaram o lucro sobre “a vida e a saúde dos seres humanos, animais e plantas”.

Os que defendem o acordo usam o argumento de que a TTIP irá produzir ganhos de mais de 100 bilhões de dólares para os dois lados.

Segundo o site Terra, a Comissão Europeia afirma que os documentos são posições discutidas em conversas, e não um resultado definitivo, e que um negociador da União Europeia dirimiu alguns argumentos do grupo ambientalista, que chamou de "redondamente enganados".

O especialista em comércio do Greenpeace Juergen Knirsch comenta que "fizemos isso para incitar um debate" e defende que as negociações sejam suspensas. "A melhor coisa que a Comissão da UE pode fazer é dizer 'desculpem, cometemos um erro'".

O documento mostra os pontos discordantes entre UE e EUA, que querem substituir o “princípio precaucionário” da Europa, que protege a população de produtos perigosos chegarem ao mercado sem que se saiba os seus efeitos, por um outro menos exigente. Isso ocorreu porque a Europa tem uma preocupação maior que os EUA quanto aos alimentos geneticamente modificados serem consumidos pela população de seus países.

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