Representante do governo fala sobre a participação do Brasil na COP21

Novo acordo para a redução da emissão de gases de efeito estufa deverá sair da 21ª Conferência das Partes da Convenção - Quadro sobre Mudança do Clima (COP21) que se realizará em Paris, em dezembro.

Raphael Azeredo, diretor do departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que o evento será o início de um novo esforço diplomático para a regulamentação sobre a questão climática a ser implementado a partir de 2020, data término da vigência doProtocolo de Quioto.

“Você vai ter, pela primeira vez, um esforço verdadeiramente global para atingir o que o IPCC [Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas] ditou como o limite do que seria a interferência humana e a partir do qual você teria efeitos nefastos, que são [conter o aumento da temperatura média da Terra em] 2 graus Celsius até o final do século”, disse o diretor do MRE em entrevista concedida à Agência Brasil.

Nesta reunião, destacou Azeredo, todos os países contribuirão nas ações que visam mitigar o aquecimento global e seus efeitos e, o Brasil apresenta metas bastante ambiciosas neste quesito, talvez as mais ambiciosas do planeta, e procurará induzir outras nações em ações mais efetivas.

As metas brasileiras foram apresentadas pela presidenta Dilma Rousseff nas Nações Unidas como o título de Contribuição Nacionalmente Determinada Pretendida (INDC), que prevê a redução absoluta da emissão dos gases de efeito estufa a longo prazo, sendo que até 2025 deverão ser reduzidos em até 37% e, 43% até 2030.

Azeredo afirmou também que a grande questão, na COP21, é que todos os países assumam sua quota parte de responsabilidade na questão climática, que os países desenvolvidos cumpram com sua responsabilidade histórica que gerou os grandes desequilíbrios ambientais atuais, oriundos da exploração sem descanso dos recursos naturais, e da implantação de um sistema industrial que não se preocupou com as alterações que causava. Por outro lado, falou também da necessidade de participação, na redução de emissões, dos países em desenvolvimento, hoje, segundo ele, os maiores emissores de gases de efeito estufa.

Leia na íntegra a entrevista, aqui.

Esperamos que sim, que esta política pública anunciada seja, realmente, posta em prática.

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