Dilma quer reduzir emissão de GEE em 43% até 2030

Como a presidente Dilma Rousseff havia prometido, na Conferência das Nações Unidas para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 ela adiantou parte da meta ambiciosa que pretende propor em dezembro na Conferência do Clima de Paris (COP21), informando para mais de 200 líderes mundiais que as metas brasileiras para reduzir a emissão de gases de efeito estufa são de 37% até 2025 e de 43% até 2030. O ano utilizado como base para os cálculos, segundo a presidente, é 2005.

“A Conferência de Paris é uma oportunidade única para construirmos uma resposta comum para o desafio global de mudanças do clima. O Brasil tem feito grande esforço para reduzir as emissões de gás de efeito estufa, sem comprometer nosso desenvolvimento econômico e nossa inclusão social”, discursou.

Outras metas classificadas como “ambiciosas” por Dilma foram os objetivos traçados para o setor energético, como a garantia de 45% de fontes renováveis ao todo na matriz energética. A presidente informou que a média mundial é de apenas 13%. Dilma também falou sobre a participação de 66% de fonte hídrica na geração de eletricidade; 23% de fontes alternativas como eólica, solar e biomassa na geração de energia; aumento de aproximadamente 10% na eficiência elétrica; e 16% na participação de etanol carburante e outras fontes de cana de açúcar em toda a matriz energética.

Um cenário, sem dúvida alguma, extremamente positivo para o futuro sustentável do país. E, para os que não acreditam no cumprimento dessas metas por parte do governo, Dilma ressaltou, com razão, que o Brasil tem acumulado vitórias importantes neste campo nos últimos dez anos. Como a redução do desmatamento, o cumprimento de metas de redução de emissões estipuladas pela ONU e o investimento em energia eólica.

Para a presidente, alcançar as metas ambiciosas seria somente dar continuidade ao que o país tem feito nos últimos anos.

“As adaptações necessárias frente a mudança do clima estão sendo acompanhadas por transformações importantes nas áreas de uso da terra e florestas, agropecuária, energia, padrões de produção e consumo”, disse. “O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução de emissões. Temos uma das maiores populações e PIB [Produto Interno Bruto] do mundo e nossas metas são tão ou mais ambiciosas que aquelas dos países desenvolvidos”, afirmou a presidente ao final de seu discurso.

Se as metas serão alcançadas somente o futuro dirá. E é bom que este governo, se espera deixar um legado digno, que se esforce para cumpri-las.

Mas o fato é que, goste ou não do governo que comanda o país há quase 13 anos, o seu combate ao desmatamento vem sendo reconhecido internacionalmente como uma guerra bem sucedida, conforme publicou a revista Nature. Além disso, o Brasil vem cumprindo metas socioambientais estipuladas pela ONU muito importantes como a da erradicação da pobreza.

Ainda falta bastante para 2030, mas que este governo, esteja ou não no comando do país até lá, cumpra as metas, ou, que seus sucessores honrem os compromissos firmados e o exemplo dado nos últimos anos e não deixem que as picuinhas políticas, tão características de nossa política, interfiram com o que foi e está sendo feito de bom no que concerne ao meio ambiente.

O planeta, com certeza, agradecerá!

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