Chineses descobrem como prever chuvas fortes com um mês antecedência

Chineses apostam em algoritmo que permita a previsão de tempestades e furacões com 1 mês de antecedência.

Trata-se de um novo modelo para previsão de ocorrência climáticas de grande impacto, conhecidas como “Heavy Rain”, conceito que engloba as alterações climáticas desastrosas como tempestades fortes, furacões e chuvas torrenciais causantes de inundações, deslizamentos de terra e alagamentos urbanos. É este o objetivo do algoritmo desenvolvido pela equipe liderada por Xia Zhiye da Academia Chinesa de Ciências Instituto de Física Atmosférica, em Pequim, a previsão de desastres climáticos com tempo suficiente para que as ações preventivas e de segurança sejam mais eficazes.

Ao contrário da atual tendência para estudos que globalizam dados e extrapolam situações, os pesquisadores se apóiam na coleta de dados locais, numa área circunscrita, e no afunilamento dos dados para conseguir driblar o “efeito borboleta, que pelo menos teoricamente, impossibilitaria previsões mais acuradas e maior prazo estatístico para os acontecimentos previstos. O “efeito borboleta”, cunhado por Edward Lorenz, meteorologista estadounidense, em 1961, é obra-chave da Teoria do Caos pela qual se diz que “nenhuma previsão exata de tempo pode ser feita com mais de duas semanas de antecedência” pois efeitos diminutos podem, rapidamente, alterar as condições climáticas de forma drástica.

Mas os chineses, cujo povo sofre sob o impacto de grandes tempestades e furacões, se propõem a estender este prazo para até 30 dias "sem alarme falso ou omissão", de acordo com um artigo publicado na revista Advances in Ciências Atmosféricas.

Segundo o artigo mencionado, o modelo em teste já foi capaz de detectar sinais de tempestades fortes num prazo de 10 a 30 dias para sua ocorrência.

Mas, a equipe chinesa afirma que é preciso analisar, em detalhe e separadamente, cada sistema meteorológico local, pois cada região tem sua própria personalidade e peculiaridades que só a análise de dados históricos locais poderá explicitar. Então, torna-se mais útil uma estação meteorológica de aldeia para a previsão das alterações climáticas locais do que uma de abrangência maior, global, que insere em suas variáveis muito maior quantidade de “borboletas”, ou de contingências pequenas porém significativas em plano global.

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