Novo satélite europeu: gira toda a Terra em 6 dias

Novo satélite europeu

A Agência Espacial Europeia, ESA, comemora o início de uma nova era na observação terrestre. ESA lançou nesta quinta-feira (3) Sentinel-1A, o primeiro de seis satélites de seu programa espacial Copérnico – programa de monitorização ambiental europeu que visa fornecer informações a fim de apoiar políticas ambientais e de segurança; e reagir a situações de emergências, tais como desastres naturais ou crises humanitárias.

O Programa Copérnico passou a ser prioritário para a ESA após o satélite de observação Envisat, ter perdido o contato com a Terra em 2012, depois de dez anos de funcionamento. Envisat fornecia informações semelhantes ao novo Sentinel-1A, mas era inferior a este em relação à cobertura geográfica, velocidade de comunicação de dados e confiabilidade.

Sentinel-1A foi colocado em órbita a partir do porto espacial europeu na Guiana Francesa. O equipamento pesa cerca de 2,3 toneladas e é equipado com radar especial que registrará até mesmo as mínimas alterações na superfície do planeta, ainda que o céu esteja encoberto. Além disso, é super veloz, faz todo o giro na Terra em apenas 6 dias. O objetivo do satélite é monitorar e fornecer informações sobre a superfície terrestre, desastres ambientais, mudanças climáticas e auxiliar em operações de busca, como as do Boeing 777 da Malaysia Airlines.

Além de transmitir dados a um número de estações terrestres ao redor do mundo, o Sentinel-1A também é equipado com um terminal a laser para transmitir informações através de satélites do sistema europeu de dados em órbita geoestacionária. Os dados dos satélites serão fornecidos gratuitamente a qualquer pessoa.

No próximo ano, Sentinel-1A ganhará a companhia do Sentinel-1B que permitirá recolher informações sobre todo o planeta em menos de uma semana. Todo o programa Copérnico deve ser implantando até 2020 e está orçado em 8,4 bilhões de euros. Outros 17 lançamentos devem ocorrer até a próxima década.

O programa Copérnico é descrito pela ESA como o programa mais ambicioso de observação da Terra até o momento.

Fonte foto: Esa.int