China vai reduzir as emissões de CO2 até 2030

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Depois de uma notícia que repercutiu nas redes sociais sobre a China, país que mais emite gases nocivos na atmosfera mundial, sobre a colocação de telões em determinados pontos de Pequim mostrando o nascer do Sol, impossível de ser visto atualmente na cidade por conta da poluição, o governo chinês anunciou o tão esperado plano de redução de emissão de gases para diminuir as mudanças climáticas que afetam o planeta inteiro. O compromisso da China é reduzir o avanço das emissões até o ano de 2030 e diminuir a dependência da economia local ao carbono.

O plano está sendo divulgado faltando poucos meses do encontro na Cúpula de Paris, França, em dezembro, e trata-se do maior encontro de chefes de estado para tentar elaborar, finalmente, um documento no qual os países se comprometam a diminuir a emissão de gases e outras ações que causam as mudanças climáticas.

O compromisso chinês, claro, foi recebido com satisfação por especialistas e políticos, pois a China sempre argumentou que não podia atender as solicitações ambientais por ser muito “pobre” e ter de sustentar mais de 1,3 bilhão de chineses, o que é, em parte, verdadeiro, mas também é fato de que as próximas gerações de chineses precisarão de ar puro para sobreviver, algo cada vez mais escasso por lá.

É fato também que a China não escapou das críticas sobre a insuficiência de ações previstas neste documento inicial e da forma tardia que o lançou. Porém, é claro também que as críticas devem fazer parte de um plano dos ambientalistas em manter pressão sobre o país para que ele não chegue “relaxado” na cúpula em dezembro, pretendendo alegar que já fez a sua parte.

O conteúdo do documento reflete o que foi acordado por Pequim com o governo de Washington, Estados Unidos, em novembro do ano de 2014, garantindo a redução dos gases CO2 antes do ano de 2030.

O documento chinês afirma que o objetivo é reduzir suas emissões de CO2 em até 65% por unidade de produto doméstico na comparação local com o ano de 2005, além da promessa de tentar diminuir o uso de combustíveis renováveis em suas fontes primárias de consumo em 20% até o prazo final de 2030.

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