Espuma no Rio Tietê

espuma no rio tiete

Depois de termos visto, por causa da poluição, um lago pegar fogo, na Índia, o começo desta semana no Brasil, um cenário já conhecido por todos os paulistas se fez presente novamente e também por conta da poluição.

O Rio Tietê passou a expelir uma espuma branca com alta concentração de sujeira, desde detergente e outros produtos químicos, prejudiciais à saúde. A espuma surgiu no dia 22, segunda-feira, e avança sobre a região urbana da cidade de Pirapora do Bom Jesus prejudicando o tráfego local, além de outras cidades, como Itu, registrarem casos semelhantes.

A espuma surge quando a água passa pelos vertedouros de uma usina hidrelétrica, neste caso a que fica localizada a poucos quilômetros de Bom Jesus de Pirapora. Segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, a espuma se forma quando existe baixa vazão da água e a presença de esgotos domésticos não tratados que dificultam a decomposição de detergentes domésticos.

Trata-se de um problema antigo e que retorna com frequência ao Rio Tietê em toda sua extensão. A primeira vez que tive oportunidade de observar essa situação foi em uma excursão para a cidade de Itu, ainda no ensino fundamental, no ano de 1998.

Meus colegas e eu decidimos chegar perto da espuma e fazer um teste, pegamos um papel de caderno e colocamos na espuma, que retornou completamente suja.

Exatamente como os relatos dos moradores de Pirapora do Bom Jesus falam das manchas que a espuma deixa nas roupas e até causam danos à pintura dos carros. Outro problema é o cheiro desagradável.

Espuma rio Tietê em Pirapora

A Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) reconhece o problema e já realizou um relatório sobre o assunto, apontando as descargas indiscriminadas de detergentes nas águas levam à formação de espumas, como ocorre no rio Tietê ao longo das cidades de Santana do Parnaíba, Salto e Pirapora do Bom Jesus.

"Um dos casos mais críticos de formação de espumas, talvez no mundo inteiro, ocorre no município de Pirapora do Bom Jesus, que recebe seus esgotos em grande parte sem tratamento. A existência de corredeiras leva ao desprendimento de espumas que formam continuamente camadas de pelo menos 50 centímetros sobre o leito do rio. Sob a ação dos ventos, a espuma, contaminada biologicamente, se espalha sobre a cidade, impregnando-se na superfície do solo e dos materiais, tornando-os oleosos", diz a entidade, em relatório.

Somente a instalação de uma estação de tratamento de esgoto e a implantação de sistemas de coletas, pode resolver a situação, que já dura tempo demais.

Esperamos que o horror causado pelas fotos e a divulgação da notícia, façam com que sociedade e autoridades revejam como tratam seus recursos naturais, especialmente lembrando do problema de falta d'água em Sao Paulo.

Fonte fotos: fotospublicas.com