Cadastro Ambiental Rural: compromisso deve acelerar trabalhos de preservação

Cadastro Ambiental Rural

Próximo de completar o prazo de 1 ano para a inscrição das propriedades rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR), ocorreu no último dia 13 a formalização de um compromisso que irá acelerar o processo e consolidação de informações que beneficiarão investimentos na recuperação e controle socioambientais nas áreas referenciadas.

Desde o ano passado que o CAR faz o registro público eletrônico de todos os imóveis rurais no país. Instituído pela lei 12.651/2012 (Novo Código Florestal), o Cadastro Ambiental Rural estima que existam mais de 5,5 milhões de imóveis rurais. O prazo para as inscrições é até 5 de maio, porém poderá ser prorrogado até 2016, para que todas as propriedades estejam devidamente cadastradas.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou um termo de cooperação técnica com 9 entidades que se comprometeram em acelerar os trabalhos, dando um passo avante ao próprio cadastro.

A ministra disse que a ideia é a de um trabalho feito em parceria com diversos setores com o intuito de firmar investimentos nas áreas que o Cadastro Ambiental Rural irá abranger, além de buscar a preservação da biodiversidade e evitar o desmatamento.

Cadastro Ambiental Rural é um programa inovador, mas que ainda não está totalmente concluído, e irá ajudar o planejamento, a demanda, a calcular custos e apurar quais regiões são mais devastadas e o quanto de mata nativa ainda há em cada localidade. É sem dúvida um instrumento para haver mais preservação, sem abrir mão do progresso dos municípios de zona rural.

O secretário executivo do ministério, Francisco Gaetani, diz que o compromisso dará uma ideia da dimensão das áreas degradas e que deverão ser recuperadas e quais os municípios precisarão de mais ajuda.

O secretário ainda afirmou que é necessário esperar para que todos os imóveis estejam cadastrados, pois só assim poderá haver um trabalho com imagens de satélite, o potencial de cada município quanto a recuperação ambiental e adequá-los ao novo Código Florestal.

O secretário ainda prevê que com esse compromisso e com o cadastro concluído, haverá um novo mercado florestal, que envolverá o plantio, a recuperação, mudas e sementes para o reflorestamento das áreas afetadas e seu crescimento rural. .

O CAR já está com 40% das áreas rurais previstas cadastradas, porém o trabalho deverá continuar constantemente até maio de 2016, quando acaba a prorrogação do cadastro O Ministério do Meio Ambiente treinou 40 mil pessoas para fazerem o cadastro de 372 milhões de hectares estimados no país.

Quanto aos imóveis, apenas 14,3% foram cadastrados até agora e o governo federal deixou aos municípios, a responsabilidade de cadastrar seus imóveis e propriedades rurais. Caso alguma propriedade não esteja inscrita no cadastro até 2017, os créditos públicos serão cortados ou negados a esses proprietários.

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