Após acordo com a China, EUA assinam decreto para redução de emissões

EUA e China assinam decreto para redução de emissões

Em todas as notícias envolvendo possíveis acordos para a redução dos gases causadores do efeito estufa, que tanto assombram o futuro do planeta por conta das mudanças climáticas que causam, os dois maiores gigantes econômicos do mundo e, consequentemente, os países que mais poluem também, China e Estados Unidos chegaram a um acordo sobre o tema que resultou no compromisso do país norte-americano em reduzir as emissões em 40% até o ano de 2025.

O decreto, que também prevê investimento em energia limpa, foi assinado pelo presidente Barack Obama no último dia 19 e fixa diminuir a emissão de gases em algo superior ao CO2 emitido por mais de 5 milhões de carros.

A assinatura só ocorreu depois que um acordo entre China e EUA de mútua cooperação no tema foi acertado em 2014. Juntos, China e EUA representam 45% de todas as emissões de CO2, e questão financeira e da competitividade no mercado sempre foi posta na mesa, deixando claro que um não poderia obter vantagem sobre o outro.

Outra intenção do acordo é servir de exemplo para os outros países do mundo, com perspectiva de conseguir um pacto em nível global, que será buscado a partir da Conferência sobre Mudança Climática, prevista para a cidade de Paris, França, neste ano de 2015.

"São objetivos ambiciosos, mas sabemos que é possível alcançá-los", declarou o presidente norte-americano, que visitou o teto do edifício que abriga o Departamento de Energia, em Washington, onde foram instalados painéis solares, de acordo com a agência France Presse.

"É importante dar o exemplo a nível de governo federal", ressaltou Obama, afirmando sua vontade de "fazer tudo para melhorar a eficácia energética da economia norte-americana".

Mas o decreto não é a primeira ação na luta para diminuir a emissão de gases dos EUA. Em 10 anos, a energia elétrica proveniente de fontes renováveis utilizada pelo governo, que já possui 650 mil veículos e 360 mil edifícios nessas condições, aumentará em 30% nos próximos anos, além do rápido crescimento do uso de energia solar, destacado pelo próprio Obama, cujo crescimento de empregos no setor é “dez vezes superior” ao do restante da economia.

Essas ações somadas as previstas no decreto devem, segundo os cálculos do Poder Executivo norte-americano, resultar na diminuição expressiva das emissões, equivalente a 5,5 milhões de carros em um ano.

O conselheiro do presidente Obama, Brian Deese, alegou que o decreto deve impulsionar a inovação e mais:"É uma boa notícia para o meio ambiente, para a economia e para o contribuinte norte-americano"

O decreto é uma vitória muito maior do que as pessoas pensam, pois os fatores de economia e competição de mercado não são os únicos obstáculos. A força dos conservadores republicanos norte-americanos, que duvidam até mesmo da existência do aquecimento global sendo, evidentemente, contrários a quaisquer ações ou decretos em prol do tema, também é um obstáculo. Assim como nos Estados Unidos, o Brasil também tem políticos céticos sobre os efeitos da mudança climática no meio ambiente, como se pode ler no artigo abaixo.

Leia também: Saiba o que pensa Aldo Rebelo - e porque sua nomeação para o MCTI desagradou a cientistas e ambientalistas