Número recorde de queimadas no início de 2015

Número recorde de queimadas no início de 2015

Os 6.948 focos de incêndios registrados no país entre janeiro e fevereiro representam o maior número já registrado desde que a série histórica começou a ser contabilizada, em 1999. Um recorde! Os incêndios são monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) desde os meses de janeiro e fevereiro de 1999, com satélites que captam os focos de calor em todo o território nacional ao longo de todos os anos.

Em 2014 foram computados 4.182 focos de incêndio, o que torna os registros de 2015 66% maior do que os números configurados no mesmo período do ano passado, e quase 100% maior que todos os outros registros feitos desde 1999.

Alberto Setzer, responsável pelo monitoramento de queimadas culpa o desmatamento da Amazônia Legal pelo aumento dos focos de incêndios, que cresceu 40% entre novembro de 2014 e janeiro de 2015 em comparação com o mesmo período de 2013 e 2014, segundo dados do próprio Inpe. Números que Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), nega, conforme nota divulgada pelo site G1 do portal Globo.com:

“O desmatamento é medido anualmente pelo Projeto de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira (Prodes), por satélite. O Deter serve para orientar as operações de conservação da floresta. O que tem sido observado pela fiscalização do IBAMA é que o cenário atual está semelhante ao do ano passado, onde foi constatada uma queda de 18% do desmatamento do bioma”, finaliza a nota do instituto.

Do lado Inpe, Setzer avalia que ainda é cedo para determinar se 2015 continuará batendo recordes de focos de incêndio, que afirma também que praticamente todas as queimadas são causadas por atividade humana e que apenas 0,1% dos incêndios são causadas por razões naturais. Dado que ele classifica, com razão, como “desprezível” e descarrega toda a culpa em cima das ações do homem.

“O crescimento de focos na região Amazônica corresponde à elevação do desmate, já que o fogo é utilizado para eliminar as árvores”, explica Setzer.

Essa explicação é fundamental para que não haja confusão com a seca que PARTES do país enfrenta e que é usada como desculpa para os desmatamentos e com a intenção de diminuir a responsabilidade humana. É só lembrar que o Acre, região em que se encontra parte da Floresta Amazônica, sofre com as cheias provocadas pelas grandes chuvas locais.

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Fonte foto: freeimages.com