Maior desmatador da Amazônia é preso

Maior desmatador da Amazônia é preso

Ezequiel Castanha. Se você desconhece esse nome, saiba que se trata do homem que é considerado o maior desmatador da Amazônia, acusado de ser o líder de uma quadrilha especializada em desmatamento e de desviar milhões de reais.

Pois bem, Ezequiel Castanha foi preso em mais uma operação conjunta, batizada de Operação Castanheira, da Polícia Federal com o Ministério Público e Receita Federal, juntamente com o Ibama e a Força Nacional. O criminoso foi preso na cidade de Novo Progresso.

Seis meses depois do início da Operação Castanheira, Ezequiel Antônio Castanha foi preso no último dia 21 de fevereiro. Além dele foi cumprido o mandado de prisão contra Edivaldo Dalla, o "Paraguaio", enquanto que o mandado de prisão para Geovani Marcelino Pascoal, conhecido como Giovane do Hotel Miranda, não foi cumprido, pois Geovani não foi localizado. Sua esposa e seu advogado informaram que ele irá se apresentar voluntariamente. Enquanto isso não ocorre, Giovane é considerado foragido da Polícia Federal.

O delegado da Polícia Federal, Olavo Pimentel comentou o caso: “O Ezequiel, assim como os demais investigados são acusados pelos crimes de invasão de terras públicas, a chamada grilagem de terras, além de crimes ambientais e falsificação de documentos, entre outros delitos”, afirmou o delegado.

As ações da quadrilha eram feitas nas cidades de Novo Progresso, Itaituba e Altamira, estado do Pará, com graves prejuízos para o meio ambiente local. Somente em 2014, a organização criminosa desmatou uma área que equivale a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Em valores, estimasse que o prejuízo tenha ficado em cerca de 540 milhões de reais.

O modus operandi de Castanha envolvia o loteamento de terras públicas e depois na contratação de um "corretor de imóveis" ilegal para negociar as áreas griladas com pecuaristas da Amazônia e também com investidores de outras regiões, como o Sul e o Sudeste. Segundo a Polícia Federal os lotes eram vendidos por valores muito altos, podendo chegar ao montante de 20 milhões de reais.

Não bastasse os crimes ambientais, Ezequiel Castanha também é acusado de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos, em desvios de valores superiores aos 100 milhões de reais, o que incluiu a Receita Federal nas investigações da Operação Castanheira.

“É ele é um dos líderes, talvez o principal líder dessa quadrilha que era a maior já descoberta especializada em desmatamento na Amazônia. O montante de recursos movimentados ilegalmente, que a Receita Federal junto com o Ministério Público Federal conseguiram reconhecer no caso, é assustador”, disse o procurador da República, Daniel Azeredo.

Segundo o advogado de Ezequiel, seu cliente é um empresário bem-sucedido e que as acusações são infundadas e motivadas por inveja.

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