E o prêmio para a empresa mais irresponsável vai para...

empresa mais irresponsável

Criado no ano 2000, o prêmio Public Eye Awards surgiu como crítica ao prestigiado Fórum Econômico Mundial – que reúne alguns entre os principais políticos e empresários do mundo, na cidade suíça de Davos. Esse ‘evento’ paralelo acaba reunindo uma série de ONGs importantes, como Greenpeace e conta com a participação massiva de internautas, premiando as empresas que sejam mais ambiental e socialmente responsáveis, bem como as irresponsáveis, que tenham se destacado.

Os nomes também são anunciados em Davos e, na última oportunidade, em sua 16ª edição, tivemos a ‘láurea’ da irresponsabilidade dada à petrolífera norte-americana Chevron, com seu Prêmio Vitalício, que contemplou um dos grandes desastres ambientais já conhecidos.

Uma das razões para o ‘reconhecimento’ foi a constante negativa da empresa em quitar sua dívida de 9.5 bilhões de dólares com a justiça, a fim de compensar os danos naturais e ajudar 30 mil pessoas afetadas pelos vazamentos de óleo em diversos pontos. Em vez de cumprir o devido, a empresa busca, com seus advogados, adiar e dificultar o cumprimento da decisão. Organizações como a Amazon Watch - que se comprometeu em levar o prêmio à sede da empresa – e The Yes Man - com irreverência, se dedica a divulgar as piores notícias sobre essas grandes corporações – se empenham em divulgar o ‘feito’, em nível internacional.

Mudança de perfil do Public Eye

Em 15 edições, o prêmio Public Eye se dedicou a servir de contraponto ao Fórum Econômico, sempre com uma visão bem crítica a respeito do encontro representado pelo poder econômico. Agora eles saem de Davos, por conta de uma organização civil denominada Coalizão Europeia Pela Justiça Corporativa que tende a pressionar as empresas suíças a ter comportamentos mais socialmente responsáveis e ambientalmente conscientes.

‘Feitos’ da Chevron no Brasil

No ano de 2011, a gigante norte-americana do petróleo esteve envolvida em um enorme vazamento na costa do Brasil, localizado no Campo de Frade, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. Na ocasião mais de 50 mil litros de petróleo foram derramados a cada dia. Ao todo, estimam-se que tenham sido despejados 330 barris de petróleo no local, com consequências graves ao meio ambiente. Jamais houve compensação formal pelo dano ambiental.

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Fonte foto: publiceye.ch