O que acontece com o Carbono quando os seres-vivos morrem?

Carbono importância vital para a conservação da vida sobre a Terra

O Carbono tem uma importância vital para a conservação da vida sobre a Terra. Isso tudo ocorre graças ao chamado Ciclo do Carbono, o qual, em um exemplo simples, inclui variadas etapas de uma verdadeira reciclagem dessa substância: primeiro as plantas recebem dióxido de carbono, via ar, e o devolvem, por meio da fotossíntese, como oxigênio. Entretanto, plantas são devoradas por animais, e o ser humano pode ingerir tanto plantas quanto animais, fazendo com que o carbono desses organismos se perpetue, de alguma forma.

Ironicamente, o Carbono tem virado um grande vilão do aquecimento global, por conta de sua contribuição ao efeito estufa. Na verdade, isso ocorre porque a capacidade de compensação do Carbono em suspensão na atmosfera é limitada, e o homem passou a gerar cada vez mais Carbono e seus subprodutos. A grande questão vem agora: como o potencial de absorção de plantas e algas é limitado, começou a haver acúmulo da substância na atmosfera, que aquece sua superfície.

Após a morte, o Carbono vive

Depois da morte do organismo, o Carbono-12 não se deteriora, permanecendo presente. Só o Carbono-14 é que se transforma em nitrogênio-14. Isso ocorre, provavelmente, porque o Carbono se quebra e libera uma partícula, do tipo beta, com radiações do tipo gama, e cria-se o nitrogênio-14.

Utilidade científica do conhecimento sobre Carbono

A compreensão sobre o Carbono e a permanência da substância na natureza é bastante útil para, entre outros, auxiliar na datação de fósseis e outros organismos. Funciona assim: o cientista retira uma amostra do organismo e a queima, para que haja a transformação em dióxido de carbono.

A partir disso, analisa-se a quantidade de carbono-14, e compara-se à quantidade de carbono -12, através de instrumentos medidores de radiação.

Com isso, consegue-se estimar quanto do Carbono se decompôs, para a dedução de uma data aproximada da morte – o que é especialmente importante no caso de estudo de fósseis. Contudo, a datação só consegue captar organismos que tenham morrido há até 50 mil anos.

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