Brasil e China lançarão satélite que permitirá monitorar o desmatamento na Amazônia

Brasil e China satélite que permitirá monitorar o desmatamento na Amazônia

O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) anuncia o lançamento do satélite Cbers-4 a partir da China no próximo domingo (7), à 1h26 do horário de Brasília. As imagens geradas pelo Programa CBERS são distribuídas gratuitamente pela internet.

Fruto da cooperação tecnológica entre Brasil e China, as imagens obtidas pelo satélite servirão, dentre outras coisas, para monitoramento de queimadas e desflorestamento na Amazônia, expansão agrícola, e desenvolvimento urbano.

Ao longo de sua órbita, o satélite fará varredura de imagens do Brasil, China, países da América do Sul e de outras regiões do planeta.

O INPE disponibilizou no hotsite do Programa CBERS um infográfico com maiores detalhes sobre o funcionamento do satélite, conforme a reprodução a seguir.

O Programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês) já teve investimentos de mais de US$ 300 milhões, 30% dos quais pelo Brasil.

O programa, iniciado em 2002, já lançou os satélites Cbers-1, 2, 2B e 3, sendo que no lançamento deste último, em dezembro de 2013, houve uma falha no veículo lançador e o satélite não foi colocado na órbita prevista, o que ocasionou sua reentrada na atmosfera terrestre.

A iniciativa é um esforço para permitir que os dois países emergentes pudessem ingressar no mercado de imagens de satélites que era dominado pelos países desenvolvidos.

Desde o final de 2010, quando o Cbers-2B encerrou sua vida útil, o Brasil tem adquirido imagens através do sistema Landsat, dos EUA, ao custo de R$200 mil anuais.

O novo satélite contará com quatro câmeras, com resolução melhor que a dos satélites anteriores, tem vida útil programada de quatro anos, e pesa mais de duas toneladas.

Veja a seguir a animação divulgada pelo INPE, mesclando imagens reais com efeitos de computação gráfica, contando um pouco da história e mostrando como deverá ser o lançamento do Cbers-4.

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Fonte imagens e animação: CBERS/INPE