Dados do governo: desmatamento na Amazônia Legal em 2014 caiu em 18%

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desmatamento na Amazônia Legal em 2014

Interessante notar as diferenças abissais entre um método e outro de praticamente contar as árvores derrubadas na nossa floresta amazônica. Depois de muita espera pelos dados oficias (que estavam sob suspeita de serem escondidos para favorecer as eleições) o governo revela uma queda em 18%, quando para o mesmo periodo a ONG Imazon - Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, revela um aumento de 290% no desmatamento.

Conforme publicou O Globo, a ministra do meio ambiente Izabella Teixeira justificou a “pequena” diferença com os diferentes métodos utilizados na análise dos dados extraídos pelos satélites. O Prodes (Inpe) estudou dados de julho e agosto de 2013 em comparação aos mesmo meses (o chamado ano fiscal do desmatamento) em 2014. Já o SAD do Imazon comparou setembro de 2013 com o de 2014, ou seja praticamente um mês depois do ano fiscal do Prodes.

O governo tem dois sistemas de monitoramento do desmatamento: o Deter (Detecção do desmatamento em tempo real, que se baseia em dados mensais do sensor MODIS do satélite Terra e foi desenvolvido para dar suporte à fiscalização do IBAMA. Os dados deveriam ser divulgados mês a mês no site, mas nem sempre funciona; e o Prodes (Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite) que produz taxas anuais e computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorrem o corte raso.

Os números oficias são de 4.848 km²desmatados em 2014, o que representa a redução de 18% em relação ao ano anterior.

Os estados que mais desmataram: Pará, 1.829 km²; Mato Grosso, 1.048 km² e Rondônia, com 668 km². Os estados que mais reduziram o desmatamento: Maranhão, -39%; Tocantins, -35% e Rondônia, -28%. Acesse a tabela completa clicando aqui.

Para o estrategista sênior do Greenpeace, Paulo Adario, a queda no desmatamento este ano se deu por ações na área da agricultura (soja) e da pecuária, setores que tendem a não avançar sobre a floresta amazônica por causa das estratégias impulsionadas pela Sociedade Civil (Moratória da Soja e Compromisso Público da Pecuária).

Para o governo a queda se deve ao trabalho de inteligência na fiscalização e da busca pela regularização ambiental.

De qualquer modo, ambientalistas esperam pelo desmatamento zero para comemorarem.

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