IPCC: é urgente reduzir de 40 a 70% as emissões de gases de efeito estufa

reduzir de 40 a 70% as emissões de gases de efeito estufa

O IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – aponta uma série de dados alarmantes sobre o aquecimento global, que resultam de uma pesquisa iniciada há mais de um ano. As alterações climáticas, se não forem controladas, aumentarão a probabilidade de graves efeitos, generalizados e irreversíveis, para as pessoas e os ecossistemas.

Esta é a sentença do último capítulo do Quinto Relatório de Avaliação do IPCC, do qual se extrai os mais significativos pontos levantados, tais quais:

* A temperatura terrestre média sofreu elevação de 0.85 grau Celsius, no período entre 1880 a 2012;

* A concentração de gases causadores do efeito estufa é a maior dos últimos 800 mil anos;

* Ondas de calor tendem a se tornar cada vez mais comuns, sobretudo no Hemisfério Norte.

E qual é a saída?

Para se reverter os efeitos negativos de mudanças climáticas, de modo a impedi-los de ficarem irreversíveis, os combustíveis fósseis precisarão ser erradicados até o final do século XXI, em 2100. O grande problema é: o carvão – principal combustível fóssil – é a grande fonte energética de toda a economia global.

Então, os países precisam elevar em até 4 vezes a utilização de energias renováveis até o ano de 2050. Caso contrário, os danos serão imponderáveis e em escala global.

Então é só começar o trabalho, certo?

O problema é que o subsídio ao carvão é de US$ 600 bilhões, em escala mundial. Já o investido em redução de emissões são apenas US$ 400 bilhões – o que é inferior ao que apura somente uma petrolífera nos EUA.

Segundo especialistas do IPCC somente 0.06% do PIB mundial em investimentos já seria suficiente para aplacar o avanço do aquecimento global. A esperança é que o novo relatório fomente um desejo por ações concretas por parte dos governos das potências mundiais. Só isso nos salvará de um colapso global.

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