Controle biológico e inovações sustentáveis para melhorar a qualidade do café brasileiro

Controle biológico e inovações sustentáveis para melhorar a qualidade do café brasileiro

O café tem grande peso na economia global, ainda hoje. Trata-se de um dos principais produtos primários que são comercializados ao redor do mundo – é superado somente pelo petróleo, para se ter uma ideia – e une as mais variadas culturas, em torno desse saboroso alimento, que fascina e delicia a todos.

Símbolo do Brasil que sofre com engessamento produtivo

Incrivelmente, apesar de nosso país ser o maior produtor e o segundo maior consumidor de café no mundo e de termos as condições ideais, clima e solo para o plantio, ainda estamos em posição bem inferior, se formos comparados em termos de qualidade com Alemanha e Itália, os líderes na exportação mundial de café industrial. Talvez uma das razões que justifique o fraco desempenho do produto seja seu preço, mesmo quando comercializado no próprio país, é um artigo muito caro.

Inovações sustentáveis para melhorar a qualidade do café

As pesquisas, no ramo da indústria cafeeira, têm se empenhado em mudar esse horizonte do produto brasileiro no mercado mundial. Com isso, há uma série de descobertas valiosas que permitirão que o café passe a ter menos interferências no meio ambiente.

Nesse contexto, há avanços em termos de controle biológico de pragas que afetam lavouras. Na mais recente descoberta, chegou-se a um fungo que funciona como antagonista aos fungos que causam danos à qualidade do café. Com isso, será possível obter patenteamento de café como produto biotecnológico.

Após duas décadas de estudos, cientistas descobriram que o fungo Cladosporium cladosporioides tem características biofungicidas, eliminando as temíveis pragas que arrasam plantações inteiras.

O estudo tem sido realizado pela Epamig - Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais-; Universidade Federal de Lavras – Ufla, apoio do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – Fapemig.

Sara Chalfoun, do Consórcio Pesquisa Café, acrescenta que com um café protegido de ameaças e com a qualidade do produto em ascensão, poderá crescer tanto no mercado interno, quanto no externo, atendendo à vocação natural do país para os produtos biotecnológicos.

Ótima notícia!

Fonte foto: freeimages.com