Mulheres da Tanzânia contra as mudanças climáticas

Tanzania

Quinze mulheres da Tanzânia, na África, embora de origens diversas, têm uma luta em comum: combater os efeitos das mudanças climáticas.

 O projeto encabeçado por elas, nomeado de Vozes Verdes da Tanzânia, tem ramificações diferentes. Desde plantar frutas até construir cozinhas solares, essas mulheres viajaram para a Espanha a fim de aprender ferramentas e obter formação para melhorar a eficácia de suas ações.

Por isso, a Fundação Mulheres por África selecionou essas quinze mulheres para o seu programa de bolsas. “Se as mulheres são as que cultivam a terra e as que mais sofrem com o aquecimento global, elas têm ser que as protagonistas das soluções”, afirmou a presidente da organização, Maria Teresa Fernández de la Vega, no ato de recebimento das tanzânias.

Passado o tempo de estudo e regressado a seu país, as mulheres têm como desafio implementar seus projetos agrícolas, de desenvolvimento e de comunicação. Evelyn Amos (35 anos) é membro de uma ONG que organiza um programa de rádio sobre direitos humanos, saúde e meio ambiente. De Madri, levou uma ideia diferente das ondas do radio. Ela quer que as mulheres de sua região, Kigoma, plantem laranjas e limões. Já a campesina Magdalena, de 58 anos, planeja ensinar a outras agricultoras a plantação do cogumelo oyster. “Eles necessitam de menos água e menos químicos. E são muito nutritivos”, explica.

Essas mulheres representam mais que uma luta feminina contra a seca e a falta de alimentos. Elas têm as suas próprias soluções para aplicar em seu país.

Conheça quem são elas e o que fazem

Sidi Abubakari Yusuf Mgumia
Tem 33 anos e vive na capital da Tanzânia, Dar es Salaam. É jornalista especializada em meio ambiente no jornal The African.

Farida Makame
Tem 31 anos e desenhou um projeto para construir cozinhas solares com materiais próprios da Tanzânia. “Queimar madeira é insustentável”. Sua ideia é funcional, barata e fácil de construir.

Mwaisumbe Tukuswiga
É locutora da Rádio Furaha, uma emissora de Iringa. Coordena um programa destinado a mulheres no qual aborda questões de gênero, violência, empoderamento, saúde e cuidado ao meio ambiente.

Leocadia Bhoke Vedastus
É professora de geografia e história para alunos de educação básica em Mwanza. É membro da ONG local Gumzo la Wasichana. “Trabalhamos para a alfabetização de meninas e mulheres e sensibilizamos para o tema do meio ambiente”.

Sophia Nyakunga Mlote
Seu projeto busca melhorar o sistema de processo de resíduos sólidos e líquidos do matadeiro Vingunguti, que são despejados no rio Msimbazi. O objetivo final é melhorar a saúde da população que bebe essa água contaminada e rega seus cultivos com ela.

Esther Natai Muffui
É uma agricultora de 55 anos que ajuda famílias a ter alimentos mesmo sem chuva. “Desidratar as hortaliças permite a sua conservação para o consumo e para a venda”.

Evelyn Amos Kahembe
Viajando pela zona rural da Tanzânia, ela pensou que podia fazer algo para ajudar as populações mais vulneráveis. Trabalha em uma ONG em Kigoma e utiliza a rádio para educar sobre saúde e mudanças climáticas.

Secelela Balisidya
A jornalista de 43 anos tem um objetivo: elaborar uma campanha para amplificar as ideias das mulheres beneficiárias das bolsas de formação.

Farida Hamis
Com 26 anos, Farida atua na difusão dos projetos de suas companheiras de viagem na televisão local.

Judica Solomon Losai
Com 51 anos, é uma jornalista especializada em mudanças climáticas.

Abiah J. Magembe
Com 62 anos, Abiah desenhou um plano para que outras agricultoras plantem cultivos resistentes à falta de água.

Magdalena Amon Bukuku
O projeto de Magdalena (58 anos), funcionária do Ministério da Agricultura, é centrado na produção e cultivo de cogumelos, pois podem ser cultivados em espaços reduzidos e necessitam de pouca água.

Mónica Andrea Kagya
Abelhas para a biodiversidade é o nome do projeto de Mônica, de 55 anos.

Regina Kamuli
Regina é professora e iniciou sua carreira política para chegar ao Parlamento. “Quero ser útil para a minha gente”. Seu projeto é fabricar cozinhas de lenha mais eficientes que as atuais.

Mariam Amani Masalu
"O objetivo geral de meu projeto é proporcionar um novo esquema de ingresso para as mulheres na comunidade com o fim de melhorar sua segurança alimentar e nutricional através da apicultura”, conta Mariam, de 62 anos.

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