Em vez de agroquímicos, vespas

Aí você plantou seu milho, seu feijão, seu tomate. E como em volta já não há mata, de repente seu cultivo foi atacado por uma danada de uma lagartinha, a Helicoperva arnigera, que se alastra pela folhagem, comendo tudo o que encontra pela frente. E lá vem o prejuízo, grande. Até pode comprometer toda a sua produção. É a praga! Mas ela tem um combatente natural, uma vespinha de 0,25 mm, do gênero Trichogramma, que tem dado excelente resultado no combate biológico.

E esta vespa é produzida e comercializada por uma empresa brasileira, a Bug Agentes Biológicos, de Piracicaba-SP. Controlar as pragas de um cultivo é tarefa necessária, pois sem esta, a colheita pode ser comprometida. Isso é reconhecido por qualquer agricultor.

Seja feito a mão ou com alguma tecnologia este é um cuidado que ocupa tempo e dinheiro e que pode ter implicações ambientais importantes, especialmente quando a opção escolhida é o uso de agroquímicos para controle das pragas, os chamados agrotóxicos.

Porém, uma alternativa muito boa é o controle biológico de pragas. Esta é uma técnica natural – quero dizer, que ocorre naturalmente nos ecossistemas equilibrados – e que nós podemos ajudar quando cultivamos plantas consorciadas, com características repelentes, por exemplo, ou quando liberamos no ambiente, insetos ou, como no caso, vespas, que combatem as pragas como seus opositores naturais.

Com esse objetivo, relato aqui o que vem fazendo Heraldo Negri, um biólogo empreendedor que dirige a Bug, empresa de biotecnologia especializada na criação de vespas para o combate às pragas. Essa ação tem dado bom resultado, uma alternativa saudável ao uso de agrotóxicos e que, ademais dá um bom faturamento.

O biólogo crê na revolução sustentável da agricultura e afirma que: “os agentes biológicos podem aumentar a produtividade das lavouras. O foco é usar a tecnologia em prol do desenvolvimento do campo”.

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Fonte foto: agrolink.com.br