América Latina já produz mais do que precisa em alimentos

Na América Latina e no Caribe já se produz alimentos mais do que suficientes para nossas necessidades. Isso é o que afirma o relatório da FAO/ALADI-2015, onde diz que, 15 países da região já alcançaram a meta de reduzir, para a metade, a quantidade de pessoas que sofrem fome. Mas, pela quantidade extra de alimentos produzidos, a luta de erradicação da fome já poderia estar bem mais avançada que, no entanto, fica prejudicada pela deficiente distribuição de renda ainda existente.

Segundo o relatório, que trata do desenvolvimento do comércio intrarregional de alimentos e o fortalecimento da segurança alimentar na região, os países latino-americanos têm uma disponibilidade media de energia alimentar que atinge as 3 mil quilocalorias per capita ao dia, superando a media mundial de produção alimentar.

Mas, apesar desse cenário favorável, 18 dos 33 países da região ainda importam alimentos mais do que exportam e isso é derivado da falta de empenho político de seus governos que não priorizam o intercâmbio de alimentos entre os países latino-americanos, sendo esse, pelo menos o entendimento do representante regional da FAO, Raúl Benítez, que acrescentou que a subida de preços internacionais e a redução da oferta de produtos criam uma situação de fragilidade alimentar na população.

A proposta é de que se fortaleça e se expanda o comércio intrarregional e a cooperação no setor agroalimentar, o que poderá ter um impacto positivo importante na vida de milhões de pessoas até a segurança de que ninguém mais na nossa região, sofra com fome e má nutrição.

O representante da FAO também destacou a influência da Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribenhos (CELAC) para o estímulo do comércio intrarregional e a garantia da segurança alimentar, a partir da adoção do Plano de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome, adotado em janeiro de 2015 na Cimeira de Costa Rica. Este plano, assinado por todos os participantes da cimeira, propõe a total erradicação da fome até 2025.

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Fonte foto: fao.org.br