Fome? Sistemas agroflorestais e florestas podem resolver a questão

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A questão da fome é o tema mais premente para a humanidade. Mais do que desavenças, guerras ou outros conflitos que tiram a vida aos seres humanos, é a fome a maior vilã. E com justa razão já que, de fome no mundo morrem muito mais pessoas do que por todas as outras razões juntas.

Na passada quarta-feira, 6 de maio, realizou-se a 11ª sessão do Fórum sobre Florestas da ONU, em Nova Iorque (EUA) e desta saiu um novo relatório sobre a relação entre florestas, produção de alimentos, nutrição e sua relação com as mudanças climáticas.

Chega-se à conclusão de que o conhecimento humano sobre o uso das florestas na alimentação é hoje um ponto de força que permitirá, talvez, solucionar o problema da fome. O que não é nada estranho já que o ser humano vem cultivando a terra, organicamente, em sistemas que hoje são conhecidos como agroflorestais, há pelo menos 5 mil anos, e dando certo.

Esta é a tônica da luta global contra a fome, em todas as regiões do mundo. O que se nota é a falta de interesse político em soluções alternativas pois, estas não estão vinculadas à geração de lucro e sim, somente à geração de alimento para todos.

O relatório em questão apresenta sua discussão em base aos saberes ancestrais de povos de todos os continentes, e foi feito com a ajuda de 60 especialistas de renome mundial que tentam ajudar a ONU a forjar uma política florestal internacional para os próximos 15 anos, alinhada com a nova agenda de desenvolvimento sustentável, a ser adotada a partir de setembro próximo.

Como afirmou o presidente do Painel de Especialistas sobre Florestas e Segurança Alimentar, Bhaskar Vira,“o relatório tenta fazer com que nos enfoquemos na contribuição relativamente negligenciada das florestas e das árvores para a segurança alimentar e nutricional”. E ainda diz que, a negligência da relação entre florestas e segurança alimentar não é causada por quem consome, mas possivelmente faz parte de algum discurso político.

O relatório foi produzido em um conjunto de mais de 60 cientistas, e pode ser lido na íntegra aqui.

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Fonte foto: nacoesunidas.org