Os impactos da expansão da soja

impactos da expansão da soja

Brasil, Argentina, China, Índia, Estados Unidos e Paraguai. Esses são os países que produzem a quase totalidade, 93%, da soja em todo o mundo. Em 2013 foram obtidas cerca de 270 milhões de toneladas do grão. Há ainda projeções de crescimento para o curto prazo: alargar em mais 59% a produção até o biênio 2021-2022. Tudo isso para ser comercializada com a China, que já a importa e tende a fazê-lo ainda mais nos próximos anos. Entretanto, como contar com esse ganho econômico estratégico para a economia de um país com vocação para a agricultura, como o Brasil, sem causar demasiados efeitos negativos ao meio ambiente?

Para estimular esse debate tão importante, a WWF – conhecida organização para a defesa do meio ambiente – publicou o documento “Crescimento da Soja: Impactos e Soluções”, que foi divulgado na América Latina.

O texto apresenta as diversas formas de utilização da soja; a perspectiva do crescimento da produção: a localização das áreas onde o seu plantio é mais relevante e uma discussão sobre cada um dos pontos negativos, bem como suas causas, por trás desta monocultura.

Embora a soja seja um alimento ótimo, além de muito rentável para a economia agrária, nas últimas 5 décadas, essa produção ficou 10 vezes maior – saltando de 27 a 269 milhões de toneladas. Para se ter uma ideia, atualmente, esse plantio ocupa uma área de cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados, o que seria a soma dos territórios da França, Bélgica, Holanda e Alemanha, reunidos. A maior expansão de produção da soja se dá na América Latina, tendo sido ampliada em 123% entre os anos de 1996 e 2004.

Como fazer, entretanto, para que se evite a enorme perda de pastagens, florestas e savanas, convertidas ao uso agrícola da soja? O documento da WWF propõe várias soluções, desde a elaboração de leis específicas tanto para quem produz, quanto para quem consome o grão, à entrega de certificações aos agricultores mais responsáveis.

O importante seria o consumo responsável para o aproveitamento máximo do que já se produz hoje, sem que seja necessário uma ampliação ainda maior da área cultivada, para suprir uma meta de consumo completamente inadequada à realidade. Para isso, segundo a WWF, é importante a aplicação de Melhores Práticas do Manejo, que incluem mudanças na produção, tais como: diminuição da quantidade de agrotóxico aplicada na plantação, redução do uso de água e preservação para longevidade e fertilidade do solo.

A WWF pretende avaliar as melhores iniciativas de cultivo de soja, para educar os pequenos produtores reais. Desse modo, tende-se a equilibrar o panorama desse agronegócio, para sair da posição de grande devastador do meio ambiente, para tornar-se o aliado da saúde e do bem-estar humanos.

Fonte foto: Stock.Xchng