De olho na saúde dos jovens, cidade da Califórnia proíbe cigarros eletrônicos

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cigarros eletrônicos

O conselho municipal de São Francisco acaba de tomar uma decisão pensando na saúde das próximas gerações: a cidade será a primeira dos Estados Unidos a proibir a venda de cigarros eletrônicos.

O decreto-lei, aprovado por unanimidade no dia 25 de junho, também mira nos produtos de tabaco aromatizado. Segundo o texto, "nenhuma pessoa deve vender ou distribuir um cigarro eletrônico para outros em San Francisco", a menos que o produto tenha sido submetido a uma avaliação prévia Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, o órgão local responsável por esse tipo de análise. Segundo informou a CNN, até hoje, nenhuma das marcas disponíveis no mercado passaram por esse crivo.

A medida contou com a apoio da prefeita da cidade, London Breed, que publicamente elogiou a iniciativa, de autoria do promotor Dennis Herrera e do supervisor Shamann Walton. Assim que a decisão do Conselho local foi anunciada, Breed deu uma declaração, em que chamou a atenção para o fato de que não há informações suficientes disponíveis em relação ao impacto dos cigarros eletrônicos para a saúde e alertou quanto à popularidade deles junto aos jovens:

"Há muita coisa que não sabemos acerca os impactos desses produtos para a saúde, mas o que sabemos é que as empresas de cigarros eletrônicos estão direcionando sua publicidade para nossos filhos e fazendo com que fiquem dependentes de produtos de nicotina viciantes. Precisamos tomar medidas para proteger a saúde da juventude de São Francisco e impedir que a próxima geração da cidade se torne viciada nesses produtos."

A medida gerou controvérsia, sobretudo entre os que perderão financeiramente caso entre em vigor, como varejistas e fabricantes. O representante da marca líder do mercado, a Juul Labs, fez críticas à portaria, alegando que pode resultar em um mercado negro, e defendeu que, em vez da proibição, sejam adotadas medidas para aprimorar a fiscalização das vendas para menores de 21 anos. A empresa anunciou que recorrerá na justiça.

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