Ostra um fruto do mar tão perigoso, que não vale a pena comer

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ostra

“Ostra, ostra, olha a ostra”. Quem nunca ouviu esse bordão praiano e se sentiu tentando a comer uma ostra tomando aquela gelada? Mas será que vale a pena arriscar-se e estragar a tranquilidade das férias na praia?

As ostras podem provocar muitos perigos à saúde: físicos, químicos e biológicos, de acordo com o GIA.

Perigos Físicos

Os perigos físicos são decorrentes da ingestão de fragmentos de concha de ostra, uma estrutura extremamente dura que pode quebrar um dente ou provocar um problema gastrointestinal.

Perigos Químicos

São comuns serem encontradas nas ostras toxinas que causam problemas graves de saúde. Bactérias que liberam toxinas são um dos maiores perigos contidos em uma ostra. Febre, fraqueza, dores, choque séptico (um tipo grave de infecção que leva à falência do sistema circulatório), dilatação dos vasos sanguíneos e, quando em grande quantidade, infecção generalizada (septicemia), que pode levar o paciente à morte, são algumas das consequências provocadas por toxinas liberadas por bactérias encontradas em  ostras.

Perigos Biológicos 

Ostras podem ser contaminadas por uma bactéria rara que vive na água salgada, a Vibrio vulnificus, a qual, literalmente, come carne. Após instalar-se no corpo, ela faz uma ferida e começa a consumir a carne ao seu redor, espalhando-se rapidamente para o resto do corpo.

Segundo informações da Forbes, a Vibrio vulnificus mata cerca de uma a cada sete pessoas infectadas e deixa os sobreviventes com cicatrizes ou amputações.

Vírus também podem ser encontrados em ostras. Eles, aliás, são resistentes ao cozimento. Em geral, os vírus que podem estar alojados numa ostra são provenientes da contaminação da água por fezes.

As ostras também são abrigo para protozoários. Cistos do protozoário Giardia duodenalis e oocistos do protozoário Cryptosporidium já foram observados em ostras cultivadas em água contaminada por fezes. As consequências para quem consome ostra contaminada por esses protozoários são: diarreia, distensão e dores abdominais, perda de peso e fraqueza, esteatorréia (gordura nas fezes), diminuição do apetite, flatulência, náuseas e vômitos, febre, dor de cabeça.

Filtradores

A razão desses tipos de contaminação é que as ostras são moluscos “filtradores”, isto é, elas absorvem tudo o que está na água para se alimentar, como explica a BBC News Brasil.

Uma ostra “filtra em torno de quatro a seis litros de água por hora e todas as impurezas das águas ficam retidas nos sifões. Se tiver micro algas, bactérias, vírus, tudo é retido nos sifões", explica a pesquisadora Regine Vieira da Universidade Federal do Ceará (UFC). 

Garantia de qualidade não garantida

Algumas ostras são cultivadas em cativeiro como “garantia” de sua qualidade. Entretanto, isso não atesta muita coisa, além de ser uma maldade com o animal retirá-lo de seu habitat.

Além de a contaminação da ostra poder ser in natura, o armazenamento inadequado do alimento pode comprometer a sua qualidade, visto que a ostra é altamente perecível.

Por isso, se for consumir ostras, esteja atento à sua origem e ao seu frescor. Opte por comê-las cozidas, e não cruas, como comumente são vendidas por ambulantes nas praias brasileiras.

Geralmente, esses vendedores carregam as ostras em um isopor ou caixa térmica. Mesmo assim, pesquisadores da UFC alertam que a falta de congelamento adequado pode comprometer a qualidade do alimento e, consequentemente, a saúde de quem o consome.

Por isso, para não correr riscos, coma-as cozidas, mas somente se você ainda tiver com muita vontade de comer ostras.

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