Sabemos que refrigerante faz mal, mas brasileiros estão entre os 10 maiores consumidores da bebida

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Cada vez mais pesquisas comprovam os malefícios do açúcar, e todos nós sabemos que refrigerantes, sucos industrializados assim como chás comprados, etc, são bebidas cheias de açúcar. O Brasil está entre os 10 maiores consumidores mundiais de refrigerantes. Como mudar isso?

Recentemente foi divulgado um estudo norte-americano, da Harvard, avaliando os prejuízos que o consumo diário de bebidas açucaradas trazem para a saúde.

A pesquisa levou em conta estudos anteriores que demostraram que as SSBs (sugar-sweetened beverages) fazem mal à saúde. As bebidas açucaradas em questão, dizem respeito aos refrigerantes carbonatados ou não, pois inclui bebidas que podem ser as feitas à base de frutas, energéticos ou bebidas esportivas.

O que motivou os pesquisadores a realizarem essa investigação foi a preocupação com o aumento de consumo dessas bebidas açucaradas, ultrapassando o limite diário de ingestão de açúcar.

A pesquisa da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard é de grande abrangência, pois analisou os dados de mais de 37 mil homens e 80 mil mulheres, durante 30 anos.

Algumas conclusões desse estudo

As constatações desse estudo foram publicadas no site da Universidade Havard. Seguem algumas delas,  literalmente apresentadas neste conteúdo:

"Quanto mais bebidas açucaradas (SSBs) as pessoas consumirem, maior serão os riscos de morte prematura - particularmente morte por doença cardiovascular e, em menor grau, por câncer, de acordo com um grande estudo de longo prazo de homens e mulheres americanos.

O risco de morte prematura ligada ao consumo de SSBs foi mais pronunciado entre as mulheres.

Comparado com bebedores pouco frequentes de SSBs, aqueles que beberam duas ou mais porções por dia de SSBs tiveram um risco 31% maior de morte prematura por DCV (doença cardiovascular).

Cada dose adicional por dia de SSBs foi associada à um aumento de 10% no risco de morte relacionada à DCV."

Vasanti Malik, pesquisador do Departamento de Nutrição de Harvard e principal autor desse estudo, que foi divulgado na Journal Circulation, salientou a importância desses dados, dizendo:

"Nossos resultados fornecem mais apoio para limitar a ingestão de SSBs e substituí-los por outras bebidas, de preferência água, para melhorar a saúde geral e a longevidade."

O aumento de consumo de refrigerantes no Brasil e no mundo

Segundo dados do instituto de pesquisa de mercado Euromonitor International, a média individual por ano de consumo de refrigerantes foi de 91,9 litros em 2018, em comparação com 84,1 litros em 2013.

Apesar do consumo de refrigerantes dietéticos ter menos açúcar, sua ingestão foi bem menor: de 3,1 litros por ano.

Os países que mais consomem refrigerantes

Essa lista foi extraída da BBC News baseada na Euromonitor International e diz respeito ao consumo médio, per capita, de refrigerantes em litros por país no ano de 2018:

1. China - 410,7 litros/capita/ano-2018
2. EUA - 356,8
3. Espanha - 267,5
4. Arábia Saudita - 258,4
5. Argentina - 250,4
6. Nigéria - 233
7. Japão - 185,8
8. Reino Unido - 168,3
9. Turquia - 160,6
10. Brasil - 114,6

Levando em conta as informações dos estudos sobre o efeito dos refrigerantes sobre a saúde, essas estatísticas são preocupantes!

Refrigerante, viciante e açucarado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo diário de açúcar não ultrapasse 50 g, mas, que o ideal é de 25 g.

Uma lata de refrigerante da Coca-Cola, de 330 ml, tem 35 g de açúcar, equivalente à cerca de sete colheres de chá. O consumo de duas latas excedem o limite recomendado, isso sem contar que tem pessoas que bebem até mais que isso!

Por conta desse contexto, a obesidade em crianças e adolescentes está alarmante e isso é confirmado pelos dados da OMS, os quais indicam que o número de pessoas obesas com idade entre 5 e 19 anos aumentou de 11 milhões em 1975 para 124 milhões em 2016!

Para que a população ingira menos bebidas com a adição de açúcar, 30 países criaram formas de tributação e impostos, visando limitar a comercialização dessas bebidas ou reduzir a quantidade de açúcar na formulação dessa bebida.

Vários países têm criado medidas para conter e reduzir o consumo de refrigerantes, tentando reduzir os prejuízos para a saúde pública e os altos custos para tratar os efeitos nocivos dessa bebida.

A OMS, a ciência e até os governos já se deram conta dos prejuízos do excessivo consumo do açúcar e, por extensão, do refrigerante. Agora é a população que precisa rever seus condicionamentos estimulados pelo paladar e pelas campanhas publicitárias das grandes empresas desses produtos, que minam a saúde em troca de satisfação momentânea.

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