Leite de Barata: prontos para o superfood do futuro?

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Leite de barata

Os cientistas juram que o sabor vai ser semelhante ao tradicional. Claro que parece nojento, no mínimo estranho, mas o leite de barata pode vir a ser o novo superalimento do futuro, porque de alta proteína e de fácil digestão.

Os insetos há muito tempo estão à mesa, mas o leite de barata vem sendo experimentando há alguns anos. Os pesquisadores de Bengaluru na Índia estão convencidos de que o futuro do superalimento esteja nas (odiadas) baratas que sabemos que estão entre os insetos mais resistentes do mundo.

Em suma, esqueça as vacas porque, de acordo com pesquisa realizada pela Stem Cell Biology and Regenerative Medicine, a barata pode ter efeitos inesperados sobre o corpo humano.

As espécies levadas em consideração são as Diploptera punctata, nativas do Pacífico que, ao contrário das demais, não depositam os ovos, mas dão à luz como os seres humanos. E os bebês desta espécie são alimentados pela mãe através de uma substância líquida feita de gorduras, açúcares e proteínas. Ou seja, de fato, um tipo de leite de barata.

E já há algum tempo que as baratas são monitoradas, mas a análise de cristais de proteínas encontradas no fluido embrionário por uma zoóloga da Universidade de Iowa, Barbara Stay, demonstrou que este leite tem uma das substâncias mais nutrientes e com o mais alto número de calorias no mundo.

Já em 2016, a pesquisa publicada na revista da International Union of Crystallography (IUCRJ) mostrou que os cristais do leite de barata contêm reservas de energia três vezes maior do que o do leite de vaca.

Mas surge a pergunta: no futuro haverá armazéns inteiros de baratas para serem ordenhadas? E como, já que essas baratas não têm mamilos? Os pesquisadores supõem isolar o gene dessa proteína e produzi-la em grandes tanques microbiológicos, por isso seria uma espécie de leite produzido em laboratório.

Que tal?

Dá para imaginar um anúncio atraente para vender este tipo de leite?

Vamos encarar os fatos: baratas não são realmente algo atraente de se ver (menos ainda de comer). Então, por ora (e talvez felizmente) não veremos fazendas de baratas, mesmo que os cientistas apostem propriamente nelas para combater o flagelo da desnutrição infantil em algumas áreas pobres do mundo, porque este leite permanece sendo muito rico em proteínas, ferro, zinco e cálcio.

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