Radioatividade se acumula na cadeia alimentar? Parece que sim!

Em 10 de abril último, na cidade japonesa de Hokota, a 200 km de Fukushima, encalharam mais de 130 golfinhos. Morreram quase todos e as autopsias, em 17, encontraram sinais de isquemia, ou seja, seus pulmões estavam brancos, sem sangue, indicativo de que não havia troca de oxigênio.

Essa doença, a isquemia, pode ser resultante de um envenenamento por radiação nas águas do mar em que os golfinhos habitam. O Pacífico, ao redor de Fukushima.

Então surgiu a pergunta: poderia ter sido o material radioativo que continua fluindo de Fukushima ao Pacífico o causador das mortes? Então, toda a cadeia alimentar já está bem contaminada, não? Sim, porque os golfinhos, assim como todos os peixes de grande porte, comem os peixes pequenos em quantidade significativa e, portanto, acumulam em seus organismos toda a radioatividade que cada peixinho carrega, certo?

Por outro lado, na Califórnia, EUA, do outro lado do Japão, tem se registrado um aumento de mortes de baleias, leões marinhos e outros habitantes de grande porte, dos mares. Mortes essas que são inexplicáveis por causas naturais, dado o seu volume de ocorrência.

Como já em 2014 afirmava Helen Caldicott: “Cada dia quatrocentas toneladas de água radioativa é jogada no Pacífico, desde Fukushima e as correntes as levam até a costa da Califórnia, nos EUA. O governo estadounidense não examina nem a água nem os peixes”.

Ainda não existe nenhum mecanismo eficaz de estudo sobre as conseqüências das catástrofes nucleares no mar e, por isso, não se consegue determinar as medidas necessárias para sanar a contaminação mas, sempre é possível investigar os possíveis impactos das emissões radioativas lançadas por Fukushima no desastre de 2011, sobre os 19 países banhados pelo oceano Pacífico.

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Fonte foto: freeimages.com